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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Black is Different

Na minha última visita à Pinacoteca, uma das obras que mais me chamaram a atenção foi essa de Niki de Saint Phalle, pintora francesa morta em 2002. 

Lindo! Interessante!

Black is Different, Black is Beautiful 




sábado, 16 de novembro de 2013

Eu e a Arte-Willian Kentridge



Como a maioria das pessoas eu não entendo absolutamente nada de arte.

Também como a maioria, sou atraída pelo belo ou pelo inusitado.

E é essa atração que me autoriza a falar sobre o que vejo por aí, independente da opinião dos entendidos..

Estive recentemente na Pinacoteca do Estado de São Paulo meio por acaso, depois de ter saído do Museu da Língua Portuguesa onde vi a exposição Cazuza Mostra a sua Cara (que postei no   http://maispatrimm.blogspot.com  ). 

Tudo na Pinacoteca é lindo a começar pelo prédio que a contém.

Mas hoje quero apenas recomendar que vocês procurem conhecer a obra do artista sul africano Willian Kentridge que expôs na Pinacoteca (primeira vez no Brasil) Fortuna, uma série de trabalhos inacreditáveis.
Infelizmente não tive tempo de voltar para rever a mostra que terminou em 10/11, mas virei fã do artista e vou caçar tudo o que houver sobre ele.




Lamentavelmente, não era permitido fotografar, mas deixo aqui alguns links sobre a exposição e recomendo, de verdade!

Informações sobre o artista e sobre a exposição:  

http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt/default.aspx?c=exposicoes&idexp=1198&mn=537&friendly=Exposicao-William-Kentridge-fortuna

http://youtu.be/nxGrazdl9WY

http://youtu.be/Nn38eZC84oo



Palestra do artista sobre a exposição. É longo, mas só vendo prá crer!! http://youtu.be/ciGBHiU-0Uk

Depois me digam o que acharam

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JABUTI 2013




Aconteceu nesta quarta, 13/11 a entrega do  55º Prêmio  Jabuti (2013) para os melhores da literatura.

A cerimônia aconteceu na Sala São Paulo e reuniu como sempre os maiores nomes das letras no país.

Os ganhadores podem ser conferidos em: https://www.premiojabuti.com.br/resultado-vencedores-2013

As polêmicas sempre existem, a expectativa é alta, mas tudo justifica o fato de a cada ano haver mais inscrições.

São 27 categoria contempladas e neste ano, com a presença do Brasil na Feira de Frankfurt, a categoria especial: Tradução de Obra de Ficção Alemão Português .

As palavras do curador José Luiz Goldfarb, descrevem o momento da literatura brasileira: "O Brasil de leitores torna-se uma demanda cada vez mais difundida, expressando seu desejo efetivo de consolidar a sociedade do conhecimento e da informação"

Os prêmios de Livro do ano foram:

Ficção: Diálogos Impossíveis de Luis Fernando Veríssimo

Não Ficção: As duas Guerras de Vlado Herzog de Audálio Dantas.

Aos vencedores os parabéns e os agradecimentos de todos nós, amantes fiéis dos livros!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Não me conformo



Não me conformo com a votação do IPTU em SP ontem à noite.

Não que ela seja ilegal, estou por fora, mas sei que o tal do aumento tem base legal para acontecer.

O que me espantou foi a jogada indecente de anteciparem a votação nitidamente com o intuito de evitar a presença de manifestantes no plenário!

Também não sei como puderam votar um tema que não contava da pauta do dia e portanto não obedeceram ao princípio da publicidade.

Sei menos ainda como podem acontecer coisas tão visivelmente parte de um jogo desvinculado dos interesses dos eleitores como o surgimento de um secretário municipal, vereador afastado para assumir o cargo, retomando sua função legislativa em prol dos interesses do partido no governo
.
O caso é, que em um país que trabalha com a divulgação de uma inflação fictícia, muito abaixo do real, qualquer aumento acima dele seria abusivo. E extrapolaram!

Se em 2013, os munícipes quase enlouqueceram com um aumento de 5,4% imagina como reagirão ao de 35, 20% na média?

Para quem não sabe, São Paulo tem sim uma grande fatia de pertencentes às classes A e B. Esses, não vão gostar, mas pagarão de qualquer jeito.´O que vai ficar difícil é assumir essa despesa nas classes C, D e E e em grande parte dos ex A, B e C que também são muito numerosos.

Explico, São Paulo tem remanescentes das classes de elite, que hoje, não tem dinheiro. Mas, em geral, sobraram as "propriedades". E elas costumam ser a maior fonte de sustento para eles. Terão sérias dificuldades. Pior! Muitos desses imóveis, ficam em regiões periféricas e estão alugadas para gente de classes menos abastadas e que como de costume, pagam o IPTU.

E ainda vai ter o aumento residual para os dois próximos anos! Mas ninguém lembrou de dizer que ele não virá sozinho, virá somado ao aumento referente ao ano + inflação!

As classes menos favorecidas, vão sofrer e muito com isso. Alguns ficarão isentos? Sim, mas são poucos e como disse antes, a maioria vive em imóveis alugados de proprietários com várias propriedades, caso em que a Lei permite isenção em um único imóvel, em geral, o maior. Portanto, sobrará para o inquilino a conta!

E não se esqueçam que o valor venal subindo, tende a fazer com que muitos percam a   possibilidade de isenção. 

Resta saber  quais benefícios a cidade terá com os altos valores pagos.

Ou será que continuará com um trânsito insuportável, problemas na saúde e na educação, esperando um ano pela poda de árvore, desviando de buracos e tropeçando em moradores de rua?

E vejo muitos defendendo o aumento, justificando... é cinismo que não acaba mais. Tudo em nome de uma sigla? Porque os ideais que ela representou um dia, foram por água a baixo, ou não?

Sei lá, não me conformo. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Princesas e Revólveres

Hoje foi dia.



Logo pela manhã, li um texto de uma conhecida psicanalista e escritora onde mais uma vez se discutia o efeito nocivo dos contos de fada sobre as mulheres.

Mais tarde, vejo uma matéria de uma Lei que proíbe o uso de qualquer arma de brinquedo.

Discordo das duas posturas e por uma simples razão. A observação da história das gerações anteriores prova que nenhuma das duas coisas por si mesma é capaz de trazer malefícios.

Armas de "mentirinha" foram os brinquedos favoritos das crianças, meninos em especial, durante séculos e sempre de acordo com o desenvolvimento de sua época. Começaram com as espadas, as facas, os revólveres, as metralhadoras, etc.  E isso não interferiu em nada em sua personalidade. Ninguém virou bandido ou policial por causa disso.

Contos de fadas são ilhas de encantamento e de demonstração de algo muito real, a luta do bem contra o mal, onde em geral mostram a união de um casal pelo amor capaz de derrubar qualquer obstáculo. Se os homens são os "heróis " dessas estórias e as mulheres as "vítimas" a serem salvas isso não é motivo para tanta gritaria. Afinal, sejamos realistas, há motivos concretos para essa visão dos fatos. Mulheres são mais delicadas, homens mais fortes. Eles também sempre foram mais objetivos e estrategistas. E essas estórias foram escritas há séculos! No seu contexto social!

Dizer que armas de brinquedo  deformam a personalidade de alguém é negar os milhões de meninos que se divertiram com suas armas e que se transformaram em homens dedicados à paz e é justificar a marginalização dos jovens nas últimas 3, 4 décadas por um motivo raso, longe da realidade.


Rebelar-se contra a beleza e o lirismo dos contos de fada dizendo que transformam as mulheres em seres de 2ª categoria, fragilizados e incapazes é negar a história do movimento feminista ou a existência das princesas (nobres reais) de hoje em dia com postura bem diferente do ditado pelas estórias infantis. Ou alguém imagina que as feministas dos anos 60 e 70 ou as princesas e imperatrizes executivas de hoje não os leram?

Isso me lembra a tentativa de enquadrarem Monteiro Lobato ou Mark Twain no crime de racismo.

Isso, para mim, é mais uma "gracinha" da trupe do politicamente correto. 

Tenham cuidado ao ouvir essas críticas. O buraco é mais embaixo! 

A violência de hoje é fruto de nosso descuido com a educação e com o respeito ao próximo, a busca indiscriminada do lucro acima de tudo e a confusão feita entre os termos autoridade e autoritarismo.

Quanto às mulheres princesas que estão por aí, são resultado da valorização da beleza e do ter no lugar de ser. Se é que leram contos de fadas, só prestaram atenção aos vestidos e às jóias das personagens e não em seus corações.

Além disso, temos Merkels, Tatcheres, Indiras e Dilmas aos montes que leram TODOS os contos de fada e estão aí para desmentir essa ladainha.

Obrigada. 

  

domingo, 22 de setembro de 2013

Não sou pátria de chuteiras



Não sou pátria de chuteiras.
Sou pátria mascarada desmascarada quando a técnica legítima do uso da Lei mostra o quanto a multidão grita para o nada.
Sou pátria sem liderança que aceita qualquer comando e vai às ruas por 0,20 mas não pelos milhões furtados todos os dias.
Sou pátria mentirosa que se faz brilhar em estatísticas mas que é pega na ignorância e na pobreza dependente da população. 
Sou pátria incompetente onde as maiores fortunas são geridas por quem não conhece regras básicas de administração.
Sou pátria inacessível e intransitável onde quem projeta me pensa em uma Limusine, uma Ferrari ou em um Camaro amarelo.
Sou pátria sem dinheiro que escala os ônibus de degraus altíssimos para chegar todos os dias ao mínimo salário oferecido.
Sou a pátria do mínimo que sustenta o caviar e o foie gras dos que me representam.
Sou pátria dos que a muitos sustentam, orientam e cuidam mas onde a saúde  deixa morrer em seus corredores e filas enquanto oferece a  devolução da vida  aos que muitos preferiam mortos.
Sou pátria da diversidade cultural vista pelo mundo como futebol, praia e carnaval.
Sou pátria espionada que se assusta com as informações a oferecer.
Sou pátria que ouve, vê e sente, mas é resiliente e vai levando a bola até o gol por laterais, por altos e baixos e tem a certeza que sobreviverá. Sobreviverá, dificilmente viverá.
Sou pátria onde a terra seca não foi nem umedecida por quem sabe o que é viver assim.
Sou a pátria dos desabamentos e enchentes recorrentes alimentadas pelos desvios de atenção e doações.
Sou pátria que recorre a diversos deuses já que nos homens jamais pode confiar.
Mas tenham certeza, jamais serei pátria de chuteiras sem cravos, e se uma hora acordar eles podem pisar,na sua soberba, na sua certeza de que os anos de alienação forçada nos calaram para sempre. 
Sou pátria de chinelos que já não posso comprar, de botas e coturnos, de tênis e sapatos chineses.
Sou pátria uniformizada e espremida com roupas medidas em coreanos.
Não sou pátria de chuteiras.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013





  1. Motos, motoqueiros, motociclistas e preconceitos. Taí algo que pelo jeito nunca vai mudar. Há preconceito inclusive entre eles...



    Motivos? Oras! Os mesmos de sempre. Em geral há uma diferença de classe social, por exemplo.
    Mas, quero dar um toque para que todos pensem sobre o nariz torto que a sociedade dirige aos dois grupos que estão sobre essas máquinas.
    Eu, sempre fui louca por motos, embora depois de ter os filhos nunca mais tenha chegado perto de uma. Elas são perigosas sim, e como diz um famoso apresentador de TV foram feitas para cair e um dia vencem!
    Quanto aos motoqueiros, aqueles caras que tem na moto seu modo de vida, seu ganha pão, por culpa de alguns, todos pagam pela fama de malucos, irresponsáveis no trânsito e outras coisas do tipo. Dos motociclistas, há quem diga que são “bon vivants”, ainda há quem pense que sempre estão ligados à marginalidade ou milionários sem ter o que fazer...
    Bobagem, como sempre, preconceitos são apenas isso: pré-conceitos, aquilo que praticamos ao falar de algo sem conhecer. Conheço muito motoqueiro hiper responsável, gente boa demais e muitos motociclistas que levam vidas inimaginavelmente “certinhas” para o que pintam deles.
    Qual o ponto em que a presença dessas turmas desloca nas pessoas?
    Na minha opinião o principal é a “inveja” da liberdade que a moto representa. Tanto a real quanto a cultivada pelo cinema.
    Quanto à vocês motoqueiros e motociclistas, pensem bem, vocês podem ter muito o que aprender uns com os outros!
    E vocês? O que tem a dizer?