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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Salário Mínimo 2015




Pois é, vou tentar ser rápida hoje, mas não dá para não comentar o aumento do salário mínimo anunciado hoje para 2015.

O novo salário será de R$ 788,00.

Aí eu pergunto: todo mundo lembra o que é o tal salário mínimo?
Só pra lembrar, uma descrição facilmente encontrada, a da wikpedia: 

A nova constituição do Brasil de 1988 estabelece no capítulo II (Direitos Sociais) artigo 6 o direito de todo trabalhador a um salário mínimo. A cláusula IV manteve basicamente a definição da antiga CLT ao estabelecer que o valor do salário fosse "capaz de atender a suas [do trabalhador] necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social". Esta cláusula também garante reajustes periódicos a fim de preservar o poder aquisitivo do trabalhador.
Baseado nesta premissa, o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulga o salário mínimo necessário para se cumprir o que a constituição estabelece.  "

E aí eu continuo a perguntar:

1- Todo mundo sabe qual era o salário dos deputados federais na gestão anterior? 
Resposta: Era de R$ 16.000,00

2- Todo mundo sabe qual é o salário dos deputados hoje?
Resposta: É de R$ 26.000,00



3- E todos aí sabem que além do salário eles tem verbas enormes para transporte, moradia e outras coisas, certo?  

4 - Todo mundo sabe de quanto era o salário do Presidente da República na gestão anterior?
Resposta: Era cerca de R$ 11.000,00

5- Qual o salário do Presidente da República hoje?
Resposta: R$ 26.000,00

Ou seja, o reajuste em 4 anos dos salários foram mais ou menos o seguinte:

- + ou - 62% para os deputados.
- + ou - 110% para o presidente.
- + ou - 30% para o mínimo



E não se esqueçam! Todos eles tem carro, motorista, e verbas que ultrapassam o dobro de seus salários.

Agora, o tal do salário mínimo, permite a você fazer tudo aquilo que está previsto na constituição?
Resposta: Claro que não. Não dá nem pra começar...

Se o mínimo tivesse no período um reajuste igual ao dos deputados seria em 2015 de cerca de R$ 1.020,00 o que também não daria para nada.

Portanto, transmitam essas informações aos que recebem o mínimo, ou tem seus reajustes baseados nele para que quem sabe eles repensem sua passividade, sua falta de voz e acordem para o fato de que não há motivo para comemorações e sim para reivindicações em altos brados! 

Somos tratados como idiotas e ainda pagamos pelos salários deles...

Assim não dá!





-    

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Debate




Nas eleições anteriores postei o debate aqui quase linha a linha.

Desta vez, até o penúltimo bloco cheguei a recolher material para repetir a dose. Desisti.

Desisti porque não faria sentido.

O debate foi cansativo e sem novidades.

Embora seja um mecanismo democrático importante, ninguém merece ficar horas ouvindo nada...

Continuam indispensáveis os candidatos sem chances de vitória já que eles desfilam a vontade entre os "grandes" falando como fala o povo em momentos de desabafo.

Ninguém precisava de um debate para saber o que temos pela frente.

A situação atual é conhecida por todos nós. A inflação dispara a cada dia, os empregos que eles dizem que existem são muito mal remunerados, isso quando existem realmente.  A saúde é o caos. Se melhorou lá nos confins do país com a presença do mais médicos, continua indecente no resto do país. E o que chamam de melhor "lá" é muito relativo e depende da avaliação daqueles que recebem o atendimento. Fica a pergunta: eles sabem avaliar a qualidade do serviço? Duvido. De educação já falei demais. E repito que ensino técnico sem base anterior é nada, forma robôs e robôs pouco eficientes.

As outras possibilidades também não nos estimulam. Como olhar para um ex participante de determinado partido como algo novo? 

Um dos pontos importantes a observar em debates é a capacidade de expressão dos participantes e nisso também não há discussão. Apenas Aécio consegue responder a perguntas de forma compreensível. 

Tudo bem que o debate não encerra o caso, não fecha a porta as análises necessárias na decisão das urnas.

 Mas poderia ser feito de outras maneiras.

Sou a favor inclusive de uma espécie de sabatina on line, através das redes sociais e também um debate no mesmo formato.

Quem está nas redes sabe que a presença de políticos e gestores públicos dispostos a ouvir e a responder à população é algo muito bom e mostra coragem para uma  exposição pública indispensável.  

Quanto aos jornalistas, exceto Pannunzio, não foram úteis.

Foi apenas uma propaganda política coletiva.

Não muda nem acrescenta nada a opinião de ninguém.

E aí está o perigo.

As pessoas que responderam às pesquisas sabem em quem estão dizendo que vão votar? Me parece que não.

Seja lá quem for o vencedor, terá uma batalha tenebrosa pela frente.

O próximo presidente não terá como esconder por muito tempo a real situação do país, como vem sendo feito há anos.

As medidas para a correção do rumo ao desastre não serão nem um pouco populares. Serão duras, causarão desconforto. E sabemos que quem mais sofre com isso são sempre os mesmos...

É assustador.

E para enfrentar o monstro que temos pela frente, não é possível considerar quem fez o que fez nos últimos anos nem quem imagina que o país se resume ao campo e aos índios ou coisa que o valha.

Experiências bem sucedidas e boa assessoria são as únicas âncoras possíveis no momento. 

E apenas um candidato oferece isso.

É aguardar e rezar, orar, macumbar, sei lá!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Aquário quebrou?


Vocês lembram de "Hair" (visitem a música mais famosa do musical em


Pois é. 

Hair registrou a esperança de várias gerações que aguardaram ansiosamente pela tal Era de Aquarius.

E ela chegou lá em 2009 (há controvérsias) prometendo o fim do autoritarismo, o desenvolvimento da tecnologia de comunicação, a paz e o amor não sem muita irreverência.

Que maravilha seria não?

Mas parece que a coisa não caminhou como o esperado. 

O que deveria ser uma alegre irreverência transformou-se em uma descontrolada demonstração de desrespeito em diversas situações.

O amor romântico virou uma confusão, com vários outros sentimentos e pretensões envolvidos.

A única previsão assertiva foi a da evolução das comunicações.

Mas que bom seria se nos comunicássemos mais facilmente para falar de coisas boas, de vida, de alegria, de evoluções pessoais e coletivas.

Infelizmente, estamos nos arriscando a algo que definitivamente aqueles caras do filme e das plateias dos cinemas não almejavam, uma nova guerra mundial.

Não é um pensamento catastrófico, é realista.

As mortes na Faixa de Gaza nas últimas semanas e os conflitos na Rússia, na Ucrânia ou no Iraque são um passo importante na direção de uma tragédia sem precedentes.

A Europa fragilizada pela crise econômica é pressionada pelo fornecimento do combustível  pela Rússia.

A ONU insiste em pedir trégua em Gaza e não é ouvida.

Em poucos dias as posições de apoio vão aparecer. Muito vai se falar em intervenção por motivos humanitários.

Me desculpem, mas não há nada de humanitário no assassinato de milhares de pessoas, especialmente de crianças.

E também não há nada que justifique isso, nem dinheiro, nem poder, terra, óleo, água.

 Nada, simples assim. 

Alguns membros importantes e poderosos desse jogo ainda estão calados, mas por pouco tempo.

Que posição vão adotar?

E a desastrada diplomacia brasileira, o que vai sugerir? 

O que fazer?

Onde essa gente pensa que vai chegar? 

Espero por um milagre.

Que algo aconteça e repentinamente tudo isso mude de rumo.

Tá, sei que estou falando de uma utopia, mas ainda não cobram por nossos sonhos e nem por algumas perguntas.

Me digam por favor, O Aquário Quebrou?


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quais estrelas?

A brincadeira acabou.



Até houve festa, ao menos até a semi final.

Vibramos, nos reunimos nas casas, nos condomínios e nas festas de rua como se fossemos todos velhos amigos. Isso é comum quando todos tem o mesmo objetivo ou os mesmos anseios. 



E ansiávamos por mais uma estrela em nossas camisas de torcedores. Queríamos o hexa, mas os últimos jogos mostraram que era impossível já que outras seleções se mostraram mais empenhadas e preparadas.

E olha que as europeias e mesmo a sul americana sobrevivente tem seus países em uma fase extremamente complicada com desemprego e um verdadeiro sumiço do vil metal, mas eles tem algo admirável, sempre foram grandes lutadores quando o assunto é a defesa dos próprios interesses. São o país da saúde e da educação, nós nos intitulamos o país do futebol. Deixamos de ser, uma pena.



Mas, pena maior ainda é deixarmos de lado toda a nossa força de união e nosso direito a exigir que o país seja governado com planejamento e seriedade absolutos.

Não podemos continuar a dar ouvidos a discursos utópicos, a estórias de exceção de gente que se diz do povo mas que trabalhou por muito pouco tempo ou foi educada em escolas de elite e que portanto não sabem do que falam. Para saber o que fazer eles tem que nos ouvir.

Quando uma seleção de futebol perde, nos entristecemos e isso afeta nosso humor e nosso ânimo por alguns dias.

Quando um país perde, quando ele vive de discursos mentirosos e ações desastrosas isso afeta nossa vida, nosso desenvolvimento e especialmente nosso futuro.

O mundo está em uma crise sem precedentes. Muito parecida com os períodos de guerras mundiais. O Brasil, até as próximas eleições, provavelmente conseguirá manter a farsa de que por aqui está tudo bem. 

E depois? 



Será que quem esteve no poder na última década, esta  que nos trouxe ao atual estado de coisas onde no dia a dia nosso dinheiro acaba muito antes do que o mês, onde crianças nascem na recepção de hospitais e onde recém formados em universidades mal sabem ler e escrever, serão capazes de manter o conto da carochinha que vem nos contando?

 Dificilmente.

Por isso, peço a vocês que continuem a torcer e vibrar pelas estrelas que desejamos ver estampadas com orgulho.

 Mas não estou falando daquela 6ª estrela da camisa da seleção, mas daquelas 27 estampadas em nossa bandeira, que representam nossos estados e que sumirão uma a uma se nada fizermos por elas.



Que saibamos transferir para o desejo de uma nação que nos cause orgulho toda a energia que dispensamos ao futebol.

Vamos mudar Brasil! 


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Carta aos Turistas






Prezados turistas,

Vocês que já foram embora ou vocês que ficaram, o que acharam do Brasil?

Pelo que a imprensa diz e pelo que eu mesma pude constatar, parece que gostaram bastante!

Nós também ficamos felizes com a presença de todos vocês.

Eu apenas gostaria de falar um pouco sobre nós. Afinal, por aqui nem tudo é festa e vocês podem levar uma imagem meio utópica de nosso país.


Se vocês estranharam a pouca intensidade de nossa torcida nos estádios, entendam que a maioria das pessoas que lá estavam não são habituados a assistir jogos de futebol. Eu explico: é que a dificuldade para comprar ingressos e o preço da maioria deles ou ainda dos deslocamentos necessários, não permitiu à maioria da população de classes sociais menos abastadas  participar.





Vocês devem, como nós, ter gostado dos estádios. Mas não se enganem, a gente ainda não sabe o que vai fazer com eles. Também não pensem que são uma amostra do país. Temos sérias deficiências estruturais como menos hospitais do que deveríamos ter, menos escolas, uma rede de abastecimento de água e esgoto menor do que precisamos e por aí vai. Aliás, alguns de vocês devem ter notado que temos muitas deficiências estruturais. O transporte é um bom exemplo. Vocês que estiveram em São Paulo e usaram o metrô e o trem, precisam saber que no dia a dia, eles transportam cerca de 8 pessoas por metro quadrado! Já imaginaram? É, é uma loucura e é muito estressante também. Mas a gente tem uma velha música que descreve bem nosso comportamento. A letra diz assim "a gente vai levando, a gente vai levando essa vida!".



Sabe, também temos sérios problemas de segurança urbana. Até achamos meio estranho que nada tenha acontecido. Ou será que aconteceu e esconderam de nós?  Também não pensem que aquele monte de policiais que vocês viram nas ruas estão sempre presentes! Isso foi só durante a copa.  



Quanto ao fato de nós não termos ganho a copa em nossa casa prefiro não dizer nada...

Estamos chateados sim, mas é que temos uma disputa muito mais importante para vencer daqui a 2 meses e meio. São as eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais. Perder nesta disputa seria terrível! Essas eleições vão definir nosso destino nos próximos anos e há muito o que pensar, muito mais ainda a evitar. A população brasileira não está feliz. Ela teme pela economia, pela saúde, pela educação, pela segurança e pelo emprego entre outras coisas.

A vocês parece estranho alguém dizer que nosso povo não está feliz, não é?

Isso é porque dificilmente quem não vive nossa rotina perceberia a tal tristeza, a apreensão.

É que somos mesmo um povo muito acolhedor, hospitaleiro, que sempre procura receber de braços abertos todos que vem até nós. mesmo que não saibamos falar seu idioma, que professemos fés diferentes ou esbarremos em qualquer diferença, sempre vamos nos esforçar para nos comunicarmos, para ajudar, para que aqui vocês se sintam bem.

Portanto, voltem em breve! Nosso país tem muitas belezas a mostrar. Muitos sorrisos a oferecer. E quem sabe a presença de vocês,faça  com que nossos governantes criem melhores condições de vida que se estendam a nós? Lucraríamos também!



Agora é desejar boa sorte aos finalistas e dizer a vocês: obrigada, e voltem sempre!





quarta-feira, 25 de junho de 2014

A COPA DO ESPANTO!




Ela já começou espantosa pelo simples fato de acontecer.

Acontecer fora de tempo, em meio a dificuldades, em ano com muito mais coisa para se pensar do que futebol.

Espantou pela abertura minguada e superficial. Como não espantar quando se entrega a apresentação de um país, de um povo, para alguém vindo de outro continente?

É um espanto por não ter sido atingida pelas promessas de manifestações que aconteceram sim, mas em menor intensidade e longe dos olhos da imprensa.

Aliás, é um espanto também que a imprensa só fale de futebol enquanto o país é assolado por catástrofes naturais e convenções partidárias....

Espanto pelas falhas básicas da toda poderosa FIFA. Que vexame! 

Falta de comida, contaminação de voluntários, invasão de estádio, imagens totalmente sem sentido...Dá próxima, deixa que a gente cuida.

E quer mais espanto do que dar adeus às poderosas Itália e Inglaterra? E ver a possibilidade de ter a Costa Rica na final?

Também foi um espanto imensurável descobrirmos que é necessário distribuir vacinas anti- rábica aos que enfrentarem o Uruguai, aqueles, que tiveram que comer doce de leite mineiro.

Os turistas que invadiram o país trouxeram muita alegria, muita festa e estão levando para casa muita simpatia pelo brasileiro. Mas isso não é um espanto, é a única coisa de que tínhamos certeza. Sempre fomos hospitaleiros e tolerantes.


Agora é aguardar, para assistir aos próximos passos.

E haja coração para tanto espanto! 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa 2014

Não dá pra não falar

Meus comentários no Twitter e no Facebook sobre a abertura da Copa tiveram a concordância da maioria. Porém, a minoria contrária foi muito intensa.

O trabalho da apresentação não ficou feio, tava bem bonito, mas totalmente em desacordo com o tamanho do evento!

Como já disse, qualquer festa junina ou de final de ano de escolas comuns faz apresentações mais interessantes! Se dessem o trabalho pro pessoal de escolas de samba então, o resultado seria infinitamente melhor.

Não sei por quanto tempo a coreógrafa belga pesquisou a nossa essência. Só sei que ela "pescou" pouco.

Mas também, como podem querer que gringo de qualquer origem entenda o povo brasileiro se nem nós o conseguimos!! Só podia dar no que deu.

Se você tem mais de 7 anos, com certeza se lembra mesmo que vagamente da abertura de outras copas. Foram eventos grandiosos, empolgantes, deslumbrantes mesmo. 

A questão é que a abertura de um evento como este, deve pretender apresentar o anfitrião ao resto do mundo de forma encantadora. Não foi o que vimos. Eu mesma fiquei ali, sentada na frente da TV esperando ansiosa pelas surpresas que viriam, pelo momento especial que empolgaria a todos. Não aconteceu.

Dizem que a apresentação da música da copa pelos 3 intérpretes agradou muito. Não gostei não. A começar pela música que não empolgou.

Restaria aos dirigentes da FIFA e do país, darem as boas vindas aos visitantes. Sem comentários.





Tenho visto nas redes sociais, todo mundo creditando as inadequações à FIFA. Dizem que foi ela que contratou os produtores, que não queria muita gente no gramado, etc.

Entre todas as "acusações" está a de que foi a FIFA que cortou da apresentação, a exibição do chute inicial dado pelo rapaz usando o exoesqueleto desenvolvido pela equipe de Miguel Nicolelis. IMPERDOÁVEL.

Mas tem uma coisa. Um único detalhe da abertura da Copa que valeu a pena e que foi lindo demais: a alegria dos participantes. O sorriso daqueles jovens acrobatas, bailarinos, músicos, orgulhosos de estarem ali mostrando cada um uma parte do Brasil ao resto do mundo.A eles nossos aplausos.

Faltou ziriguidum.

Vamos ver como levaremos nossa imagem ao mundo daqui até 12 de Julho.