Aqui fala-se de tudo um pouco. O nome do blog (explicado no post 1) vem da minha paixão por todo tipo de música, do fado de Amália Rodrigues ao rock do Led Zeppelin! Se quiserem saber mais de mim,visitem os outros blogs: http://pazetal.blogspot.com http://olaclasse.blogspot.com e http://maispatrimm.blogspot.com No Twitter sou @patrimm Sejam bem vindos,participem.
sábado, 29 de agosto de 2015
Não basta ir à Paulista!
"Se nós permitimos que a política e a administração pública chegassem onde estão, também somos capazes de mudá-las. E são caras como eles que o farão."( Alexandre Schneider hoje no Facebook sobre um grupo de jovens para quem palestrou)
Pois é, a frase acima de Alexandre Schneider me deixou feliz e inspirou mais um post sobre a questão da gestão pública no Brasil.
Como disse Schneider e eu cansei de debater aqui e nas redes sociais, NÓS, TODOS NÓS permitimos que a política e a administração pública brasileira chegasse ao ponto catastrófico em que está hoje.
E sim, é nos jovens que precisamos apostar para que a mudança aconteça!
Não que não existam leis que nos obriguem (parece que só assim as pessoas funcionam...)a mudar a cara da administração publica por aqui, afinal o GESPÚBLICA, Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização foi instituído em 2005! E nesses 10 anos, houve muitas tentativas mas poucos resultados diante de nossas necessidades.
Como especialista em gestão pública, fiz minha parte e quero muito continuar fazendo!
Mas acho que nada me autoriza mais do que ter estado dos dois lados da trincheira, o dos que buscam a transformação e a dos que a temem. Sim, trincheira, porque trata-se de uma verdadeira guerra.
Conviver ao lado dos temerosos por 32 longos anos me mostrou o quanto somos prejudicados por questões culturais.
Seria possível escrever uma série de postagens para esmiuçar o assunto. Começaríamos nos tempos do Império onde nem todos que acompanharam o imperador nos deram um bom legado. Teríamos que pensar na derrama, mais tarde nos "coronéis" até chegarmos a Macunaíma, na Lei de Gerson e na Lava jato.
Portanto, para não cansar demais meus leitores, vamos resumir o caso no seguinte: mudança cultural no serviço público é a principal barreira a superar.
Por isso concordo com Schneider quando diz que são os jovens que farão mudanças. Isso porque gente nova, sem os vícios dos antigos funcionários "letra o" ( http://www.vagalume.com.br/inacabada/maria-candelaria.html ), orientados por quem tem experiência no setor, entenderiam, ajudariam a planejar e adotariam as mudanças estratégicas necessárias.
Mas é preciso também rever a legislação que rege os órgãos públicos federais, estaduais e municipais.
A estabilidade quase inquestionável dos servidores públicos é um grande entrave motivacional (mas claro que eles não veem assim). Faz com que grande parte se acomode, esqueça de acompanhar as inovações rápidas do mundo de hoje.
Desanimam também, porque quase nunca as tentativas de auto reciclagem, de oferta de ideias são revertidas em evolução funcional, muito menos salarial. Em São Paulo, por exemplo, alguns cursos ofertados aos funcionários, só tem garantia de sala cheia por serem obrigatórios. A ausência corta verbas....E nada do que fazemos obrigado é bem assimilado ou provoca mudanças.
E depois da mudança cultural, vem também a necessidade absoluta de adotarmos a meritocracia no setor público! Só que essa é outra muralha a escalar sabendo que quedas e lesões serão coisa certa. Isso porque atinge a necessidade de trocarmos as indicações políticas pela meritocracia. A cada nova gestão mudam os que ocupam os cargos mais altos e os funcionários de carreira na maioria das vezes são deixados para trás e passam um bom tempo tendo que corrigir erros alheios além de ter que ensinar a trabalhar, aqueles que são melhor remunerados. Não dá! Mas vai dizer isso aos políticos!
E não podemos nos esquecer de que antes mesmo da necessidade do conhecimento e da aplicação de modernas ferramentas de gestão, o serviço público precisa valorizar projetos e dar continuidade a eles. O país não suporta mais a interrupção quadrienal de projetos pelo simples motivo de que pertenciam ao candidato de outro partido.
A questão é complexa mas apaixonante! Garanto aos mais jovens que o desafio vai agradá-los.
Precisamos protestar, temos tido boas vitórias. Mas precisamos também propor mudanças e agir na direção delas. Precisamos construir um novo país e para isso, não basta ir à Paulista.
PS - desculpem, mas não sei o que criou as faixas brancas no texto...
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
As eleições vem aí, quem sabe?
O último post provocou críticas que diziam que eu estava sendo muito pessimista, que não via solução para os problemas do país.
Mas não é verdade. Não só penso em soluções como acredito que um dia a coisa vai mudar. Mas não no cenário atual.
Mas críticas sempre nos fazem pensar e foi o que fiz. Nunca ocupei cargos políticos, muito menos os que implicam em grande autoridade. Mas acho fácil para qualquer um imaginar o quanto deve ser difícil lidar com um país deste tamanho, com estados e cidades imensos, especialmente quando nossa herança cultural não é das melhores.
As eleições municipais vem aí. Estou antecipando demais? Que nada! Pode ter certeza de que o ano eleitoral já começou, que as campanhas já estão sendo delineadas nos bastidores.
E aí repito: não é pessimismo meu, mas será tudo igual, a não ser que a população acorde!
Entre as ideias que tive pós crítica uma adoraria que provocasse alguma reflexão nos meus leitores: começarmos as mudanças pelos pequenos municípios!
Começarmos quem cara pálida?!
Nós, o povo.
Explico: nos municípios menores, os candidatos estão mais próximos da população. É mais fácil sabermos quem realmente são, suas ações e suas ideias.
Também é muito mais simples ajustar pequenas e médias estruturas do que tentar botar ordem numa São Paulo, ou em um Rio de Janeiro...
E não venham dizer que estou menosprezando as pequenas administrações! Ao contrário estou propondo à elas que sejam o motor da mudança de que precisamos!
Mas a começar pelos eleitores todos tem que rever seu comportamento.
Parem de eleger políticos em troca de favores ou baseados apenas em seus discursos bonitos.
Procurem saber sobre atos concretos, analise seus projetos.
Também será impossível estruturarmos de vez a democracia se a população não estiver disposta a participar das decisões políticas de sua região. Nossas leis abrem espaço para uma participação e uma capacidade de intervenção plenos. Talvez em outro post eu os enumere aqui, ou quem sabe, te encontro em uma de minhas palestras...
Precisamos ainda que pessoas bem intencionadas deixem sua zona de conforto e, desde que preparadas, abracem a ideia de serem candidatos, por que não?
Quanto às administrações de pequenos municípios, é preciso que se profissionalizem!
Uma cidade que quer crescer, se desenvolver e gerar valor (lícito) para todos os envolvidos precisa investir antes de mais nada em conhecimento!
Para entenderem do que estou falando, cito o exemplo de casos que atendi em orientação organizacional para pequenos empresários. Eram donos de pequenos escritórios, lojas ou prestadores de serviço. Só para começar, eles não entendem que são pequenos empresários! Chamam a si mesmos de dono da lojinha, chefe dos balconistas e por aí vai! Não abrem espaço para algo maior, como se isso fosse ruim.
Na administração pública a coisa é mais complicada ainda. Por mais que o tempo passe, em muitos lugares ainda vivemos na época colonial, na era dos poderosos coronéis sertanejos ou dos gerentes ditadores.
A estrutura da administração pública, somada às nossas ideias equivocadas e baseadas na lei de Gerson ou na filosofia do "sabe com quem está falando?" traz imensos prejuízos.
A pior parte é esta, trabalhar uma mudança cultural. E isso começa com o conhecimento e o cumprimento dos direitos e deveres de cada um de nós.
Fora isso, hoje temos ferramentas de gestão que facilitam muito o trabalho de qualquer administrador interessado em fazer as coisas fluírem bem.
Começando com uma visão estratégica da administração é possível realizar o planejamento das mudanças necessárias, desde que esta vontade comece lá nos altos escalões administrativos, sem perder de vista que hoje, nos tempos da administração estratégica, por processos e na era da informação, todos os colaboradores devem ser envolvidos.
As eleições vem aí, quem sabe?
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
E o Brasil? Precisa de quê?
Não escrevo há muito tempo por aqui. É que neste país montanha russa fica difícil você manter algum equilíbrio. Há muito o que fazer, muitas frentes a serem atacadas e aí, se você não tem poder, desanima.
Mas esse poder individual existe nas democracias, no Brasil ela é meio desconhecida da população.
Ainda pensamos que somos pequenos demais para tentar mudar alguma coisa, andamos meio perdidos diante de tantas decepções com a política e os políticos, enrolados pela crise e perdemos focos necessários.
Raros casos como o da cidade de Jacarezinho no Paraná vem para nos animar um pouco embora precisasse acontecer várias vezes ao dia para que os benefícios fossem vistos por todos.
Já cansei de dizer que nosso calcanhar de Aquiles é a educação, que se fosse eficaz geraria a capacidade de análise e interferência na situação em todas as áreas. Mas a educação é um processo de resultados a longo prazo e estamos com a água no pescoço! (Não, água não tem, digamos a corda).
Aí, leio na Veja (e mais umas pesquisas), que um chileno e um venezuelano (portanto nossos hermanos), atuantes no mega eficiente MIT tentam responder a questão: Por que a Informação Aumenta.
Partindo do princípio de que a informação é um processo que implica em fragmentação de seu objeto de análise seguida de observação criteriosa que possa levar a uma ordem lógica que descrevesse qualquer situação, material ou produto e acrescentando que unido à melhoria da educação a informação ganharia fôlego eles chegariam a resposta.
Mas dizem também que essas pessoas educadas deveriam ser capazes de trabalhar em equipes, de maneira coordenada.
Preciso muito ler o livro, me pareceu muito interessante. Mas vou sentar e esperar que alguém o adapte eficientemente à realidade brasileira.
Digo isso porque entre outras coisas, na entrevista César Hidalgo fala da importância de que algumas necessidades básicas como segurança, transporte, comunicação, políticas de relações comerciais, abertura de mercado estejam em ordem para que se crie um circulo virtuoso onde a informação somada à educação traga resultados positivos.
Um dos itens citados é a confiança em contratos.
Como faz para confiar em contratos no Brasil em um momento em que a cada dia surgem novas denúncias de corrupção?
Como confiar em um país que faz de conta em tudo?
Percebem? Se por aqui, vivemos quase que em uma peça teatral permanente onde a população é figurante, que apenas assiste aos atores dizendo seus textos, desenvolvendo posturas sob a regência de diretores e produtores que também criam estórias, com e, o tempo todo, qual tipo de informação eficaz podemos produzir?
Claro que vai tem quem leia isso e me chame de louca. Temos cientistas, empresários, enfim, gente de todas as áreas produzindo coisas boas, mas a que preço? E quem vai se beneficiar de seus produtos e descobertas. Quanto eles terão que pagar para viabilizar seus feitos?
Ano que vem tem eleições municipais. Quem quer apostar comigo que ouviremos exatamente as mesmas coisas de anos anteriores apenas acrescentando os fatos ruinosos mais recentes? E quem aposta que depois de assumir, tudo continua na mesma?
Tudo isso porque aqui, educação e informação inexistem. As duas juntas então, nem pensar!
Mais impensável ainda é o terreno fértil e líderes com pensamento ganha-ganha de que o entrevistado fala.
Desejo sorte aos teóricos do MIT e também que eles tornem viáveis suas teorias para muitos países.
Mas sugiro a eles que sejam extremamente cautelosos quando se depararem com dados fornecidos por órgãos públicos e institutos de pesquisa brasileiros.
Informação aqui não responde à questão: E o Brasil? Precisa de quê?
sábado, 27 de dezembro de 2014
2014 foi o fim?
Que ano!
Difícil de passar.
Aliás, demorou foi prá começar. Sabíamos que seria assim.
Deixando de lado a tradição brasileira em que o ano começa após o carnaval, neste ano teríamos que esperar ainda pela copa do mundo e pelas eleições.
Em resumo, foi um ano de um mês e pouco...
E o resultado será mais claramente visto nos primeiros anos de 2015.
Foi um ano em que a loucura da humanidade foi sedimentada em ameaças de invasão motivadas por um mero filme, de ataques a aviões de passageiros, em um ensaio sério de uma nova guerra fria e em cabeças decepadas ao vivo e à cores.
Foi um ano em que a diplomacia foi exercida por quem deveria cuidar das almas e onde os que deveriam cuidar delas atuaram em políticas catastróficas.
A queda de popularidade foi resolvida oferecendo vantagens a imigrantes clandestinos ou retomando relações com excluídos enquanto ficou-se em alerta contra antipatias diversas.
O terrorismo foi manchete diária e nos perguntamos em que ponto de uma possível evolução estamos.
Ao menos algumas evoluções tecnológicas trouxeram esperanças, mas fica o medo, a incerteza sobre que tipo de uso faremos delas.
Nos tornamos uma raça pouco confiável.
Celeiros de grandes nomes de muitas ciências veem atos de guerra vindos de seu povo e de seu governo, colocam o resto do mundo em uma tremenda saia justa onde é impossível tomar partido.
A natureza quase confirmou a profecia poética transformando o mar em sertão e o sertão em mar.
Estão todos alucinados.
Alucinada também esteve a natureza no ano em que se faz lembrar uma década do Tsunami arrasador.
Tivemos um número inacreditável de mortes entre gente essencial em sua área. Foram atores, escritores, cantores, cientistas...
Morreu também uma grande parte da famosa esperança brasileira. Ao menos 50% dela em alguns casos ou 100 % dela diante de um memorável e estarrecedor 7 X 1.
Vemos assassinada a cada dia nossa confiança diante dos intermináveis casos de corrupção e impunidade.
Também nos cansamos de assistir à queda ininterrupta dos índices de progresso divulgados.
Cai tudo: emprego, qualidade na saúde, o nível das represas, o volume das vendas até no Natal, o crédito, a pontuação na educação.
Só não diminui a capacidade de mentir e enganar e a ignorância de uns que traz prejuízo a todos.
2014 foi o fim?
Creio que sim. O fim de uma forma de olhar os fatos.
Como a vida vem em ondas, precisamos repensar as novas investidas. Quem sabe seguir o "método Medina" de manter a calma e surfar por ondas ruins ou indiferentes enquanto a melhor não chega.
Vamos lá 2015! Mostre ao que veio que a gente vê o que faz.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Golpe Militar
Hoje sai o relatório da Comissão da Verdade.
Quem tem mais de 40 nem precisa ler o relatório para saber que ele é estarrecedor.
Sabemos que para muitos vai parecer coisa de filme de terror, mas sabemos também que não é.
Há um grupo por aí gritando em altos brados que quer um golpe militar, a volta da antiga ditadura. E esse grupo, por ser um tanto quanto eloquente acaba arregimentando desavisados.
Há ainda os que não querem a ditadura, mas pensam que talvez um timão nas mãos dos militares possa reconduzir a nau.
Por outro lado, há um número gigantesco de gente ridicularizando e rejeitando com muita força os que acham que pensam assim.
Mas muitos sabem que não é nada disso! Inclusive entre os que seriam prejudicados diante de uma provável vitória dos partidários de um hipotético golpe.
O que as pessoas querem é outra coisa, e aqui excluo os defensores reais do golpe militar. Falo dos que ouvem e seguem sem pensar.
O que esses fazem é seguir a onda (viram o filme? se não, vejam!).
E o fazem por não vislumbrarem alternativas.
E não as vislumbram porque a educação que receberam foi tão precária que além de não fornecer informação suficiente também não desenvolveu sua capacidade de raciocínio, o que os impede de ter uma opinião própria mais segura e clara.
O que o brasileiro quer, ao menos metade da população é ter, por um lado, partes boas do período militar como a educação pública de qualidade, a segurança nas ruas e um certo norte em relação a princípios morais e de comportamento.
Conheço muitos pais que adorariam ver a volta da prisão por "vadiagem", ao menos seria uma forma de quem sabe, manter em casa filhos de 15, 16 anos que insistem em frequentar lugares pouco recomendáveis.
O brasileiro já vinha se "acertando" com a democracia. Gostamos do regime que adotamos com seus benefícios, com seu cheiro de liberdade, de livre pensamento, de possibilidade de expressão e de cumprimento de leis e direitos e deveres.
Mas de repente (nem tão de repente assim). o povo (uma parte dele) se dá conta de que por mais que cumpra seus deveres não vem recebendo direitos.
Vê também que as leis são descumpridas ou mal aplicadas, além de continuarem sendo diferentes para uns e outros.
Vê ainda que o que se diz em campanha eleitoral não se faz. Tá, sempre foi assim, mas não em tamanha proporção.
Dia após dia, a cortina cai e as mentiras, os maus resultados e as falcatruas aparecem brilhantes diante dos olhos de todos.
O novo velho-governo ainda não iniciou sua gestão e já pudemos ver que muito vinha sendo ocultado. A partir do início do ano isso vai piorar. E muito.
Só como exemplo, as ações de nossa empresa mais importante a Petrobras nunca tiveram um valor tão baixo e o dólar há muito não chegava onde está. Além disso, teremos que pagar , em dólar claro, os prejuízos causados a investidores norte americanos que um dia compraram ações da Petrobrás....
Vemos professores e profissionais de saúde com salários atrasados, a violência nas ruas piorando a cada dia, a saúde ladeira abaixo, o país em primeiro lugar no crescimento da AIDS, o 69º lugar entre os países mais corruptos (os primeiros são ditaduras africanas e orientais ou latinas)e por aí vai.
Vocês que andam pedindo pela ditadura, parem e pensem antes de continuar.
Vocês que ridicularizam os partidários de um golpe, pensem e reflitam se é de chacotas que precisamos.
O que o brasileiro quer é a democracia sim, mas com qualidade de vida e decência, principalmente aquela que emana do poder público.
Não é mais possível perder tempo com discussões intermináveis. Quem está no poder tem que começar a reconstruir o país antes que seja tarde demais, antes que de país do futuro nos transformemos em país do passado.
E quem está no poder, apesar de tudo, é o povo.
O problema maior é que "moldaram" em alguns anos, um povo frágil e facilmente distraído com um bom e eficiente trabalho de marketing.
Mas tenho fé de que ainda existam aqueles capazes de olhar em volta e descobrir por onde começar.
Golpe Militar?
Não, nem os próprios querem.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Eleições 2014 uma odisseia no inferno
2014 parecia que jamais começaria, agora parece que não acabará nunca.
Se não bastasse o 7 X 0, veio todo o resto.
Eu queria ter escrito algo no domingo, mas achei melhor deixar a poeira abaixar para não me igualar aos vencedores que agiram de forma surpreendentemente agressiva, com ataques pessoais ou provocações de toda espécie. Sabemos que é o modus operandi deles, mas desta vez foram longe.
Ganhou o velho, o que está aí há muitos anos, muito mais do que convém a uma real democracia. Um breve olhara ao redor do mundo e veremos que só em ditaduras um mesmo grupo permanece tanto tempo no poder.
Além disso, criou-se algo que o brasileiro sempre tentou evitar: uma divisão do país.
Mais uma vez, como é tradição, Minas Gerais definiu o ganhador com uma importante ajuda dos que foram ausentes, o que dá a Minas uma grande responsabilidade sobre o resultado da escolha .
De qualquer forma, foi uma eleição muito apertada que alegrou metade e entristeceu e preocupou a outra metade do país, especialmente sua maior cidade, São Paulo, onde o candidato do PSDB ganhou com folga.
É mesmo muito estranho imaginar que depois de tantos debates e diante de todas as denúncias COMPROVADAS, a população tenha optado pela continuidade. Claro, houve o apelo ao medo de perder os auxílios financeiros de programas sociais, mas esse tipo de estratégia infelizmente parece fazer parte dos hábitos de algumas ideologias.
Enfim, não há nada mais que possamos fazer agora, a não ser que as denúncias de fraude sejam investigadas e resolvidas. Mas será que o farão?
Mas desta vez tem que ser diferente.
Não podemos mais deixar que as coisas rolem soltas sem fiscalização ou cobranças.
A situação do país é muito ruim. O que eles chamam de crescimento das classes inferiores não passa de uma oferta de crédito que já demonstra seus efeitos na inadimplência.
Indústria, comércio e serviços assistem à queda contínua de ganhos.
Os empregos de que falam, são medíocres, o empreendedorismo que creditam às facilidades do MEI, não passa, na maioria dos casos, de um novo nome para ambulante, camelô.
Falam do crescimento do acesso à universidade. Parece brincadeira! Basta um mínimo contato com alunos saídos das universidades nos últimos anos para saber que teria sido melhor que não tivessem tido acesso à ela. Em um futuro muito breve teremos sérios problemas com a péssima qualidade dos profissionais que formaram.
Educação fundamental e média também não merecem menção, assim como a segurança, o combate ao contrabando, às drogas, a saúde.
Resumindo: tudo
Os discursos de campanha e pós vitória falam de vamos fazer isso e aquilo. Soa estranhíssimo vindo de quem está na cadeira há tanto tempo. Só nos resta esperar e cobrar.
E tem que começar com as reformas fiscal e política. Elas são inadiáveis e emprestando um termo usado várias vezes de ontem prá hoje, digo: doa a quem doer (deve ter sido ensinado pelo Collor).
Cabe a presidente fazer o que precisa e já deveria ter sido feito.
A nós, cabe continuar fazendo o que sempre fizemos mas com olhos e ouvidos mais atentos, acompanhar os atos de nossos deputados, senadores, governadores e prefeitos e finalmente mostrarmos que o brasileiro existe, age, vibra e não só no futebol.
Eu começaria modificando os tais programas sociais porque enquanto não ensinarem a pescar, peixe nenhum será suficiente.
Precisamos exterminar do país essa condição de extrema pobreza mas com a participação dos envolvidos ou a classe média não vai aguentar.
Não percam de vista que aos políticos não interessa a reforma política. Itens como voto distrital, representatividade e o fim da reeleição não é sonho de consumo de nenhum deles mas é necessário se quisermos evoluir.
A Aécio, PSDB e os que os apoiaram resta uma tentativa de seguir os passos de Lula, fazendo uma oposição acirrada, a qualquer preço como ele fez por tanto tempo, mérito que ninguém pode tirar.
Falar em reunir o país pode funcionar para muitos. Para mim não.
Amo o Brasil, sempre fiz a minha parte mas não tenho que mudar nada desde que aceite o que for bom para o país e combata o que não for.
Deus em 2014 resolveu mudar de nacionalidade. Fomos parar na porta do inferno. Resta saber se entramos ou conseguimos voltar ao paraíso.
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Dilma vence,
Eleições 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
chegou a hora
"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor"
Opa! o título da postagem me lembrou a música.
E na verdade o momento ao qual chegamos tem tudo a ver com ela, afinal, nenhum momento na vida de um país mostra tanto a capacidade de um povo quanto a hora do voto.
E esperamos por ele por tantos anos! É uma história longa e complicada, cheia de meandros.
Recomendo a leitura do texto de meu querido amigo Antonio Figueiredo
em http://www.epensarnaodoi.blogspot.com.br/ para conhecer um pouco dessa saga.
Assistimos eleições em países democráticos mundo afora e percebemos que em geral a população acerta. Os eleitos seguem os princípios apresentados em campanha e quando não o fazem são cobrados e obrigados a acertar o rumo.
Mas estamos falando de Brasil, o eterno país do futuro (que nunca chega) e por aqui tudo é possível.
Infelizmente, nossos problemas educacionais nos deram uma geração de pessoas sem conhecimento nenhum e facilmente seduzida por qualquer promessa.
Temos um cenário obscuro e inexplicável até o domingo.
A população precisa estar atenta e olhar com muita clareza principalmente aos votos que dará ao legislativo. Precisamos dele para nos representar junto ao executivo.
O cenário mundial não ajuda em nada.
O cenário doméstico também não.
Há muita desconfiança por parte dos investidores, a própria população teme um cenário econômico pior para os próximos meses e o comércio e a indústria estão em maus lençóis
.
A saúde pública e a educação continuam produzindo péssimos resultados e todo mundo sabe disso, especialmente quem faz uso dos serviços públicos.
Qualquer um que vencer a eleição vai ter sérios problemas a enfrentar.
O que vem sendo mantido longe dos olhos da população e de investidores estrangeiros virá à tona quer queiram quer não.
Os problemas econômicos e estruturais vão botar a boca no trombone ao raiar de 2015.
E quem estiver com a faixa de presidente terá que tomar medidas duras e nada populares.
Se houver continuidade no governo, corremos o risco de que adiem a apresentação dos fatos reais.
Isso seria um risco enorme.
A candidata alternativa que as pesquisas dizem estar no segundo lugar, parece confusa e instável.
Embora tenha uma história respeitável, caiu de paraquedas nas urnas e suas constantes mudanças de opinião não combinam com o planejamento e ação necessários para manter o barco na superfície.
O outro candidato tem experiência no legislativo e no executivo, característica muito importante neste momento. Aquele que ganhar, não terá tempo de aprender a governar...
O que vemos por aí são eleitores preocupados com a perda de benefícios sociais. Ora! Isso não vai acontecer. Nenhum candidato seguiria esse caminho.
Ai ficam as possibilidades
1- a continuidade certa do que está aí (escândalos, erros diplomáticos, economia em queda, educação de má qualidade, etc...)
2 - A instabilidade, a incógnita.
3 - a experiência e a competência comprovadas.
Cada um de nós é responsável pelo que virá.
Todos nós teremos que sobreviver com seja lá quem for que esteja no comando.
Se alguém a sua volta está indeciso ou fazendo escolha pelos motivos errados, mostre o que pensa, apresente sua posição.
Só assim, estaremos tranquilos quando sair o resultado.
Chegou a hora!
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