Mais um ano de eleições municipais.
Mais blá blá blá, mais brigas de foice, mais surpresas, mais expectativas.
Quero ver quando é que poderei escrever algo que indique que tudo de bom aconteceu entre uma administração e outra....
São Paulo vem pensando e agindo sobre conceitos excelentes (faço poucas ressalvas) desde 2008 com a criação de um plano de metas (veja mais em http://www.agenda2012.com.br/ )
Mas não é sobre administrar São Paulo que quero falar. Sobre administrar cidades, qualquer cidade.
Não vou considerar as diferenças de tamanho, geográficas, econômicas nem nenhuma outra. Sei que isso significa adaptações e compreensão clara de necessidades.
Qualquer administrador público tem um árduo trabalho em mãos.Mas seja lá qual for o tamanho do seu município, os princípios para a gestão são os mesmos. E todos querem ao menos algum resultado.
O problema é que deveriam querer muitos resultados, todos se possível. Mas nunca é essa a prioridade. As prioridades ficam por conta do sucesso pessoal, do estrelismo, da projeção para cargos mais altos.
E o resultado é esse que ta aí. Entra ano, sai ano e os problemas parecem que são insolúveis além de se multiplicarem.
Todos nós reclamamos muito. É quase um vício. Mas poucos fazem algo em prol de uma mudança.
Como cidadãos, ignoramos nossos mecanismos e direitos de controle sobre a coisa pública. Nos posicionamos como subalternos dos ocupantes de cargos públicos e políticos, esquecendo que a relação deveria ser o contrário:: eles é que tem que nos dar satisfações e atender aos nossos anseios...
E os cidadãos que por acaso também são funcionários públicos então?
Só Deus sabe o quanto é difícil fazer com que aceitem mudanças!
Todo gestor ou funcionário público que acredite e tente estruturar planos gestores eficientes que busquem a eficácia da máquina pública, sabe do que estou falando.
A primeira barreira são os próprios funcionários que vêem nas novas ideias (que nem são novas, apenas na área pública!) uma ameaça. Uma ameaça ao estabelecido. Ao "sempre foi assim". Não compreendem que aquelas coisas das quais reclamam o tempo todo, só acontecem por sua inércia e falta de entendimento de seu real papel.
As alegações parecem sim fazer sentido: salários baixos, falta de planos de carreira e inexistência total de critérios de meritocracia. Mas me digam: quem em sã consciência vai considerar o mérito de quem se recusa a fazer o que tem que ser feito? Qual prefeito e autoridades vai se sentir realmente cobrado a melhorar as condições de seus funcionários por pessoas que raciocinam na base do toma lá da cá? Que só imaginam uma atuação positiva em troca de cargos e maiores salários?
Não deveria ser o contrário? Na iniciativa privada é.
E vai você tentar colaborar no sentido de apoiar boas ideias e iniciativas! O boicote e as críticas infundadas são certas!
Portanto, precisamos entender que os futuros prefeitos tem que ter mais do que um belo discurso ou uma série de obras no currículo.
Do jeito que a coisa tá hoje, não há muito o que fazer, as eleições estão aí e vão acontecer da forma habitual.
Mas será que não dava para a população decidir por atuar firmemente no sentido de forçar as novas administrações a cumprirem o seu papel?
Não dava para os funcionários públicos olharem para suas repartições como empresas das quais são "sócios", que sobrevivem de seus impostos? Além disso deveriam pensar sobre o fato de que a atuação da empresa publica onde trabalham faz parte de sua identidade, de sua imagem...
Quanto aos futuros prefeitos que por ventura tenham em mente uma boa administração, recomendo que reflitam que agir com eficiência buscando resultados reais lhe daria mais projeção do que grandes e inúteis obras. E tenham certeza que mais do que qualquer outra coisa, há uma necessidade imensa de mudarmos a cultura vigente no funcionalismo em todos os níveis.
É uma tarefa difícil, não transforma ninguém em estrela da vez, mas pode fazer com que se transformem em um nome para a história.
Administrar cidades é administrar pessoas. As pessoas que se beneficiam delas e aquelas que a fazem funcionar.
Pensem nisso.
Aqui fala-se de tudo um pouco. O nome do blog (explicado no post 1) vem da minha paixão por todo tipo de música, do fado de Amália Rodrigues ao rock do Led Zeppelin! Se quiserem saber mais de mim,visitem os outros blogs: http://pazetal.blogspot.com http://olaclasse.blogspot.com e http://maispatrimm.blogspot.com No Twitter sou @patrimm Sejam bem vindos,participem.
quinta-feira, 29 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Para o Mundo que eu quero descer!
Muito inquieta hoje.
Uma vontade estranha de sair... eu, que adoro ficar "na caverna" ainda mais sem ninguém por perto...
Mas sair prá fazer o que? Pensa daqui e dali prá descobrir de onde vem a sensação: Para o mundo que eu quero descer!
É um querer sair deste mundo em que estamos vivendo...
Não pertenço à ele. Sou diferente.
Calma! Não é soberba não, é real! Não me adapto de jeito nenhum ao que tenho visto e vivido por aí...
Nas últimas semanas tenho enfrentado cada situação absurda que olha....
Já não chega tudo o que nos chega pela mídia em geral como os fatos políticos, econômicos, o cotidiano mesmo, que já são duros de engolir vi coisas complicadíssimas ao vivo e a cores.
Essa turbulência interna já vinha se manifestando há tempos. Ainda bem acordei a tempo e "voltei " à antigas raízes, meios objetivos de retomar o prumo. Tinha até me esquecido deles, abandonado, perdido a noção de que são ótimos caminhos para nosso próprio centro. Só por isso sobrevivi.
O que houve nos últimos tempos?
Bom... sei lá o que indigna vocês né...
Mesmo assim vou enumerar algumas coisas:
1- o mal de todos os tempos: ter que disciplinar um coração selvagem...
2- VER com meus próprios olhos e mais de uma vez, funcionários públicos agindo de forma absolutamente anti ética.
3- Constatar mais uma vez que a cada dia o brasileiro se acostuma mais e age cada vez mais parecido com o que lhe é imposto diariamente pelos sacanas que estão no poder.
4- Ter que lidar com a absoluta falta de vontade da maioria quando o assunto é melhorar, profissionalizar, regrar (minimamente) o serviço público.
5- Ver amigos influentes (por articulados e hábeis com palavras) excluírem de suas percepções aspectos positivos de uma cidade e de um povo para pautar exclusivamente nos problemas que enfrentam.
6- Ouvir de quem deveria explicar a um grupo os mecanismos de arrecadação de impostos, os mecanismos para fugir deles...
7 - VER que pessoas com nível médio e superior não conseguem passar por um ditado! Isso mesmo, um ditado, simples, básico e na língua nativa....
8 - ter que observar diariamente a falta de educação das pessoas em São Paulo e a valorização de tudo o que é banal e supérfluo.
9- sentir que a cada dia tenho mais certeza de que o mundo não tem jeito, já que é feito pelas pessoas e elas a cada dia pioram suas ideias e comportamentos.
10- descobrir que vou ter que pagar imposto de renda! Renda? Que renda?? enquanto isso religiosos e suas organizações não pagam, pessoas físicas e jurídicas se especializam em sonegação, licitações são fraudadas....
Tenho amigos que ao lerem isso vão querer puxar minha orelha. São otimistas incuráveis Mas ser otimista diante do que se passa, tá virando delírio!
Não tenho ou não vejo sugestões de mudanças positivas? Tenho sim e vocês sabem disso.
Mas cada vez mais me sinto desconfortável em expô- las, discuti-las. Elas não fazem eco, não são acolhidas a não ser por meia dúzia de gatos pingados que não tem a força necessária para mudar o todo.
Qual a saída? Me isolar e ser o que quero. Mas isso me daria uma sensação de covardia....
Então, repito: PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!
Uma vontade estranha de sair... eu, que adoro ficar "na caverna" ainda mais sem ninguém por perto...
Mas sair prá fazer o que? Pensa daqui e dali prá descobrir de onde vem a sensação: Para o mundo que eu quero descer!
É um querer sair deste mundo em que estamos vivendo...
Não pertenço à ele. Sou diferente.
Calma! Não é soberba não, é real! Não me adapto de jeito nenhum ao que tenho visto e vivido por aí...
Nas últimas semanas tenho enfrentado cada situação absurda que olha....
Já não chega tudo o que nos chega pela mídia em geral como os fatos políticos, econômicos, o cotidiano mesmo, que já são duros de engolir vi coisas complicadíssimas ao vivo e a cores.
Essa turbulência interna já vinha se manifestando há tempos. Ainda bem acordei a tempo e "voltei " à antigas raízes, meios objetivos de retomar o prumo. Tinha até me esquecido deles, abandonado, perdido a noção de que são ótimos caminhos para nosso próprio centro. Só por isso sobrevivi.
O que houve nos últimos tempos?
Bom... sei lá o que indigna vocês né...
Mesmo assim vou enumerar algumas coisas:
1- o mal de todos os tempos: ter que disciplinar um coração selvagem...
2- VER com meus próprios olhos e mais de uma vez, funcionários públicos agindo de forma absolutamente anti ética.
3- Constatar mais uma vez que a cada dia o brasileiro se acostuma mais e age cada vez mais parecido com o que lhe é imposto diariamente pelos sacanas que estão no poder.
4- Ter que lidar com a absoluta falta de vontade da maioria quando o assunto é melhorar, profissionalizar, regrar (minimamente) o serviço público.
5- Ver amigos influentes (por articulados e hábeis com palavras) excluírem de suas percepções aspectos positivos de uma cidade e de um povo para pautar exclusivamente nos problemas que enfrentam.
6- Ouvir de quem deveria explicar a um grupo os mecanismos de arrecadação de impostos, os mecanismos para fugir deles...
7 - VER que pessoas com nível médio e superior não conseguem passar por um ditado! Isso mesmo, um ditado, simples, básico e na língua nativa....
8 - ter que observar diariamente a falta de educação das pessoas em São Paulo e a valorização de tudo o que é banal e supérfluo.
9- sentir que a cada dia tenho mais certeza de que o mundo não tem jeito, já que é feito pelas pessoas e elas a cada dia pioram suas ideias e comportamentos.
10- descobrir que vou ter que pagar imposto de renda! Renda? Que renda?? enquanto isso religiosos e suas organizações não pagam, pessoas físicas e jurídicas se especializam em sonegação, licitações são fraudadas....
Tenho amigos que ao lerem isso vão querer puxar minha orelha. São otimistas incuráveis Mas ser otimista diante do que se passa, tá virando delírio!
Não tenho ou não vejo sugestões de mudanças positivas? Tenho sim e vocês sabem disso.
Mas cada vez mais me sinto desconfortável em expô- las, discuti-las. Elas não fazem eco, não são acolhidas a não ser por meia dúzia de gatos pingados que não tem a força necessária para mudar o todo.
Qual a saída? Me isolar e ser o que quero. Mas isso me daria uma sensação de covardia....
Então, repito: PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Eu faria diferente
Sabe essa história de tirar os crucifixos dos orgãos públicos?
Eu faria diferente.
Pensem bem. O Brasil tem por norma que é uma nação laica desde que se tornou uma república. Isto significa que é "indiferente" às religiões, portanto, a existência do crucifixo em tribunais e outros orgãos públicos não teria sentido alem de contradizer a opção feita pela legislação.
Por outro lado o povo brasileiro é extremamente religioso e predominantemente cristão ( o que leva à presença do crucifixo). Pois bem, se a opção pelo estado laico prevê liberdade de credo, me parece que isso inclui a liberdade de culto inclusive a símbolos.
E onde mais o sujeito crente sente-se mais aliviado, confortado em suas angústias se não em determinados orgãos públicos.
Liberdade e respeito faz-se ao meu ver mediante a aceitação de diferenças e não a sua ocultação.
Minha sugestão?
Que símbolos religiosos de TODAS as religiões façam parte, sei lá, de um painel oficial colocado nos órgãos públicos! Daria uma confusão danada eu sei! Muitos iriam questionar a ordem que os símbolos aparecem o tamanho de cada um... qualquer coisa seria motivo de discussão.
Mas ao menos, as pessoas, que são a razão de qualquer estado, veriam sua fé representada e seria ainda um belíssimo exercício de tolerância.
O que vocês acham?
Eu faria diferente.
Pensem bem. O Brasil tem por norma que é uma nação laica desde que se tornou uma república. Isto significa que é "indiferente" às religiões, portanto, a existência do crucifixo em tribunais e outros orgãos públicos não teria sentido alem de contradizer a opção feita pela legislação.
Por outro lado o povo brasileiro é extremamente religioso e predominantemente cristão ( o que leva à presença do crucifixo). Pois bem, se a opção pelo estado laico prevê liberdade de credo, me parece que isso inclui a liberdade de culto inclusive a símbolos.
E onde mais o sujeito crente sente-se mais aliviado, confortado em suas angústias se não em determinados orgãos públicos.
Liberdade e respeito faz-se ao meu ver mediante a aceitação de diferenças e não a sua ocultação.
Minha sugestão?
Que símbolos religiosos de TODAS as religiões façam parte, sei lá, de um painel oficial colocado nos órgãos públicos! Daria uma confusão danada eu sei! Muitos iriam questionar a ordem que os símbolos aparecem o tamanho de cada um... qualquer coisa seria motivo de discussão.
Mas ao menos, as pessoas, que são a razão de qualquer estado, veriam sua fé representada e seria ainda um belíssimo exercício de tolerância.
O que vocês acham?
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Um país em busca de soluções
O Brasil é um país eternamente em busca de soluções.
Somos muito diferentes. Não há muitas semelhanças entre , as populações do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. Talvez apenas alguns fatos como a paixão pelo futebol.
Os hábitos são muito diversos, os sotaques são quase idiomas diferentes.....
E administrar tamanha diversidade é muito complicado mesmo, para qualquer um.
O fato é que entre erros e acertos ninguém até hoje chegou a uma solução que atendesse a todas as necessidades da nação e de seu povo.
Uma grande esperança foi a de que a Constituição Federal de 1988 atingisse nossos objetivos já que as outras 200 e não sei quantas eram inadequadas. Mas não foi assim
Tem sempre alguém defendendo os avanços que a atual Constituição trouxe, mas também sempre há um número maior de pessoas bradando pelo cumprimento do que ela determina.
Precisamos ser mais sintéticos. A Constituição Americana que é de 1787, tem míseros 23 artigos e estão lá, firmes e fortes, com uma enorme sensação de pertencimento, apesar da crise que atravessam e que nem começou de verdade.As coisas ainda podem piorar e muito. Eles sabem, mas sabem também que podem confiar no respeito às Leis e aos direitos do povo.
Mas como acreditar que em curto ou médio prazo consigamos alguma solução?
Basta esperarmos pelas aberrações que ainda vem pela frente neste ano de eleições municipais.
Como pensar o país, quando diante de uma disputa municipal, até o partido que está no poder maior se enrola todo em coligações que conflituam totalmente com suas ideias e que por insanas e pouco interessantes não se concretizam e são na sequência feitas fumaça, como se não tivessem existido.
Como pensar o país quando atos democráticos como a escolha de um candidato dentro de um partido é atropelada e deixa de acontecer, ou acontece, com resultado previamente conhecido?
E enquanto isso, coisas que para muitos parecem pequenas vão acontecendo por aí.
Patrimônio público socorrendo o privado, o privado dominando os que mais precisam do público e por aí vai.
Não sei como não admitimos nosso constrangimento em vivermos em uma nação onde bimestralmente um ministro de estado é exonerado. Ou onde ministros nomeados declaram desconhecer o mínimo sobre as atividades do ministério que assumem.
Gente muito capaz, competente e influente, tem navegado pelas redes sociais em um silêncio ensurdecedor sobre muitos fatos escandalosos apenas por fidelidade partidária. E estou falando de TODOS os partidos antes que alguém venha me encher a paciência.
Quando alguém me diz que precisamos pensar no coletivo, fico me perguntando: De que diabos se constitui o coletivo?
Ao meu ver, cabe a cada um de nós, pensar sim no que é melhor para todos. Mas há de se considerar que isso significa abrir mão de comportamentos que visam apenas garantir a continuação de nossa participação em algumas situações e muito menos para manter benefícios pessoais.
O voto é obrigatório. Uma pena. Se fosse livre, o número de eleitores seria infinitamente menor. E isso significaria que quem fosse às urnas iria por acreditar realmente no que está fazendo e não porque alguém lhe disse que deveria.
Se houvesse acerto (bons resultados) o benefício seria para todos.
Se houvesse erros, a "culpa" seria mais bem conhecida, não teríamos como fugir da crítica e culpar os ignorantes, os analfabetos ou os "paus mandados".
Acho que seria mais justo.
E quem sabe assim deixemos de ser um país em busca de soluções....
Somos muito diferentes. Não há muitas semelhanças entre , as populações do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. Talvez apenas alguns fatos como a paixão pelo futebol.
Os hábitos são muito diversos, os sotaques são quase idiomas diferentes.....
E administrar tamanha diversidade é muito complicado mesmo, para qualquer um.
O fato é que entre erros e acertos ninguém até hoje chegou a uma solução que atendesse a todas as necessidades da nação e de seu povo.
Uma grande esperança foi a de que a Constituição Federal de 1988 atingisse nossos objetivos já que as outras 200 e não sei quantas eram inadequadas. Mas não foi assim
Tem sempre alguém defendendo os avanços que a atual Constituição trouxe, mas também sempre há um número maior de pessoas bradando pelo cumprimento do que ela determina.
Precisamos ser mais sintéticos. A Constituição Americana que é de 1787, tem míseros 23 artigos e estão lá, firmes e fortes, com uma enorme sensação de pertencimento, apesar da crise que atravessam e que nem começou de verdade.As coisas ainda podem piorar e muito. Eles sabem, mas sabem também que podem confiar no respeito às Leis e aos direitos do povo.
Mas como acreditar que em curto ou médio prazo consigamos alguma solução?
Basta esperarmos pelas aberrações que ainda vem pela frente neste ano de eleições municipais.
Como pensar o país, quando diante de uma disputa municipal, até o partido que está no poder maior se enrola todo em coligações que conflituam totalmente com suas ideias e que por insanas e pouco interessantes não se concretizam e são na sequência feitas fumaça, como se não tivessem existido.
Como pensar o país quando atos democráticos como a escolha de um candidato dentro de um partido é atropelada e deixa de acontecer, ou acontece, com resultado previamente conhecido?
E enquanto isso, coisas que para muitos parecem pequenas vão acontecendo por aí.
Patrimônio público socorrendo o privado, o privado dominando os que mais precisam do público e por aí vai.
Não sei como não admitimos nosso constrangimento em vivermos em uma nação onde bimestralmente um ministro de estado é exonerado. Ou onde ministros nomeados declaram desconhecer o mínimo sobre as atividades do ministério que assumem.
Gente muito capaz, competente e influente, tem navegado pelas redes sociais em um silêncio ensurdecedor sobre muitos fatos escandalosos apenas por fidelidade partidária. E estou falando de TODOS os partidos antes que alguém venha me encher a paciência.
Quando alguém me diz que precisamos pensar no coletivo, fico me perguntando: De que diabos se constitui o coletivo?
Ao meu ver, cabe a cada um de nós, pensar sim no que é melhor para todos. Mas há de se considerar que isso significa abrir mão de comportamentos que visam apenas garantir a continuação de nossa participação em algumas situações e muito menos para manter benefícios pessoais.
O voto é obrigatório. Uma pena. Se fosse livre, o número de eleitores seria infinitamente menor. E isso significaria que quem fosse às urnas iria por acreditar realmente no que está fazendo e não porque alguém lhe disse que deveria.
Se houvesse acerto (bons resultados) o benefício seria para todos.
Se houvesse erros, a "culpa" seria mais bem conhecida, não teríamos como fugir da crítica e culpar os ignorantes, os analfabetos ou os "paus mandados".
Acho que seria mais justo.
E quem sabe assim deixemos de ser um país em busca de soluções....
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Srs Prefeitos
Bom, as eleições estão aí.
Entra ano sai ano, vemos cidades acometidas pelos mesmos males.
Moro em São Paulo, lido com as coisas da cidade há 31 anos. Não sou política e nunca fui vidraça. Sei que atirar pedras é facílimo, mas, já que dizem que estamos em uma democracia, acho que posso dar uns palpites.
Na verdade, alguns lembretes para coisas que parece que os prefeitos pelo país a fora não conhecem ou não percebem.
Se eu cansar de escrever, continuo outra hora.
1 - Vocês querem ter gente de sua confiança na máquina, certo? Então tá, a gente entende. Mas isso deve ser considerado apenas em meia dúzia de pontos chave. Não é prá encher as prefeituras de cargos comissionados não! Que tal investir em treinamento de funcionários de carreira? Ah tá, vocês vão dizer que eles não querem trabalhar? hummm essa é a cultura do funcionalismo? Então faça algo para mudar oras! Sei que em 4 anos vocês não conseguem, mas se ninguém começar....Só que prá isso acontecer, deve haver um toma lá da cá. Não, não tô falando dos habituais, mas de algo que qualquer executivo deveria conhecer: a meritocracia. Faz mais, ganha mais, é promovido... Mas prá isso, também é preciso uma coisa chamada plano de carreira que em geral ou inexiste ou é mal feito nas organizações públicas, isso quando não é desrespeitado. Aí fica difícil!
2 - Fala-se tanto de desvios de dinheiro, desperdício de verbas, roubalheira mesmo. Parece que ninguém se lembra de um troço chamado controle. E olha que isso não é novo hein? Inclusive, está a caminho e será na mão de vocês, em 2013, que um novo modelo de contabilidade pública começará a vigorar. É simples, basta usar. O controle interno é indispensável!
2- Fala-se muito também em poder do povo. Nos discursos pré eleitorais é o assunto da vez! Participação popular! Então, continuem assim! Só, que precisa avisar ao povo que ele pode e como fazer para participar do controle sobre o dinheiro e os bens que são dele.... Isso pede a divulgação ampla dos conselhos municipais e outras fontes de acompanhamento. Sabe? aquela coisa do princípio da publicidade se aplica aqui! E divulgar, não pode se restringir ao diário oficial e a pequenos jornais de bairro que ninguém lê. Tem que ir parar na grande mídia, em letras garrafais ou na bela voz dos locutores. O controle externo também é indispensável.
3- Todas as cidades tem problemas parecidos especialmente no que diz respeito às pessoas. O governo Federal e o Conselho Federal de Assistência Social através da LOAS criou os CRAS em todos os municípios para que administrem os programas e políticas sociais disponíveis. Neste caso minha recomendação é explicar direitinho e acompanhar muito de perto o trabalho dos envolvidos. Não se pode deixar ao raciocínio individual o que se deve ou não fazer, ao que se deve ou não assistir. As regras tem que ser claríssimas.
4- Não sei se vale em todo o país, mas educação municipal gira em torno do ensino fundamental, é isso? Creches eu sei que são. Aí nem vou dizer nada (já falei muitas vezes). Vou resumir assim: procurem no dicionário o significado de Fundamental. Ele se aplica direitinho ao que se tem que fazer aqui.
5 - Toda cidade fica em cima de um solo, certo? Tá. Então pensem: há solos e solos. Todos são passíveis de desgaste e são em quantidade limitada. Para lidar com isso há uma coisa chamada políticas para uso e ocupação do dito cujo que por serem desconsideradas provocam todas as tragédias que vemos por aí especialmente no verão. A terra, o solo, precisa ser ocupado com regras, considerando localização, tipo, estrutura e muito mais. Aprovar plantas é coisa séria. Você não sabe como saber sobre isso? Ouvi dizer que tem umas profissões aí que ensinam isso: geólogos, geógrafos, engenheiros, arquitetos, agrônomos... pense em usar o trabalho deles de forma séria!
6- E aí, voltando ao controle, tem uma coisa que talvez seja a mais importante: fiscalização constante e eficiente. Ah! você acha que todo fiscal é corrupto? Não vou entrar no mérito da questão, ela é de extrema complexidade. Mas te digo uma coisa: Quem corrompe?
7 - E por último mas não o menos importante, o Planejamento. TÁ! Eu sei que tem que ser o número um! Mas planejar o que, quando o que parece é que os que estão aí não sabem nem qual o objeto do planejamento? Planejam sim, muito bem, seu futuro pessoal e dos amigos mais próximos doravante denominados assessores, auxiliares, ou algo que o valha. Assim não dá!
Qualquer hora volto ao assunto.
Entra ano sai ano, vemos cidades acometidas pelos mesmos males.
Moro em São Paulo, lido com as coisas da cidade há 31 anos. Não sou política e nunca fui vidraça. Sei que atirar pedras é facílimo, mas, já que dizem que estamos em uma democracia, acho que posso dar uns palpites.
Na verdade, alguns lembretes para coisas que parece que os prefeitos pelo país a fora não conhecem ou não percebem.
Se eu cansar de escrever, continuo outra hora.
1 - Vocês querem ter gente de sua confiança na máquina, certo? Então tá, a gente entende. Mas isso deve ser considerado apenas em meia dúzia de pontos chave. Não é prá encher as prefeituras de cargos comissionados não! Que tal investir em treinamento de funcionários de carreira? Ah tá, vocês vão dizer que eles não querem trabalhar? hummm essa é a cultura do funcionalismo? Então faça algo para mudar oras! Sei que em 4 anos vocês não conseguem, mas se ninguém começar....Só que prá isso acontecer, deve haver um toma lá da cá. Não, não tô falando dos habituais, mas de algo que qualquer executivo deveria conhecer: a meritocracia. Faz mais, ganha mais, é promovido... Mas prá isso, também é preciso uma coisa chamada plano de carreira que em geral ou inexiste ou é mal feito nas organizações públicas, isso quando não é desrespeitado. Aí fica difícil!
2 - Fala-se tanto de desvios de dinheiro, desperdício de verbas, roubalheira mesmo. Parece que ninguém se lembra de um troço chamado controle. E olha que isso não é novo hein? Inclusive, está a caminho e será na mão de vocês, em 2013, que um novo modelo de contabilidade pública começará a vigorar. É simples, basta usar. O controle interno é indispensável!
2- Fala-se muito também em poder do povo. Nos discursos pré eleitorais é o assunto da vez! Participação popular! Então, continuem assim! Só, que precisa avisar ao povo que ele pode e como fazer para participar do controle sobre o dinheiro e os bens que são dele.... Isso pede a divulgação ampla dos conselhos municipais e outras fontes de acompanhamento. Sabe? aquela coisa do princípio da publicidade se aplica aqui! E divulgar, não pode se restringir ao diário oficial e a pequenos jornais de bairro que ninguém lê. Tem que ir parar na grande mídia, em letras garrafais ou na bela voz dos locutores. O controle externo também é indispensável.
3- Todas as cidades tem problemas parecidos especialmente no que diz respeito às pessoas. O governo Federal e o Conselho Federal de Assistência Social através da LOAS criou os CRAS em todos os municípios para que administrem os programas e políticas sociais disponíveis. Neste caso minha recomendação é explicar direitinho e acompanhar muito de perto o trabalho dos envolvidos. Não se pode deixar ao raciocínio individual o que se deve ou não fazer, ao que se deve ou não assistir. As regras tem que ser claríssimas.
4- Não sei se vale em todo o país, mas educação municipal gira em torno do ensino fundamental, é isso? Creches eu sei que são. Aí nem vou dizer nada (já falei muitas vezes). Vou resumir assim: procurem no dicionário o significado de Fundamental. Ele se aplica direitinho ao que se tem que fazer aqui.
5 - Toda cidade fica em cima de um solo, certo? Tá. Então pensem: há solos e solos. Todos são passíveis de desgaste e são em quantidade limitada. Para lidar com isso há uma coisa chamada políticas para uso e ocupação do dito cujo que por serem desconsideradas provocam todas as tragédias que vemos por aí especialmente no verão. A terra, o solo, precisa ser ocupado com regras, considerando localização, tipo, estrutura e muito mais. Aprovar plantas é coisa séria. Você não sabe como saber sobre isso? Ouvi dizer que tem umas profissões aí que ensinam isso: geólogos, geógrafos, engenheiros, arquitetos, agrônomos... pense em usar o trabalho deles de forma séria!
6- E aí, voltando ao controle, tem uma coisa que talvez seja a mais importante: fiscalização constante e eficiente. Ah! você acha que todo fiscal é corrupto? Não vou entrar no mérito da questão, ela é de extrema complexidade. Mas te digo uma coisa: Quem corrompe?
7 - E por último mas não o menos importante, o Planejamento. TÁ! Eu sei que tem que ser o número um! Mas planejar o que, quando o que parece é que os que estão aí não sabem nem qual o objeto do planejamento? Planejam sim, muito bem, seu futuro pessoal e dos amigos mais próximos doravante denominados assessores, auxiliares, ou algo que o valha. Assim não dá!
Qualquer hora volto ao assunto.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Amigos imaginários 2
Pois é, tem gente que ainda acha que os que mantem amigos virtuais estão lidando com seres imaginários.
Há tempos venho falando sobre isso.
Sou uma pessoa que tem o privilégio de ter muitos amigos da forma tradicional, físicos, materializados. Eles vão entrando na minha vida e não saem. Há os de infância, de adolescência, da faculdade e todos continuam por perto, acabam agregando-se aos que vieram primeiro.
Porém, na loucura que é viver em uma cidade grande, nem sempre podemos nos ver. Diminuem as presenças físicas, restam telefonemas e encontros esporádicos. Mas o amor, o carinho estão lá.
Por isso adoraria convencer as pessoas que nas redes sociais a mesma construção é possível!
E precisamos parar prá pensar nisso antes que o mundo virtual transforme-se definitivamente em um mundo sórdido como o real. Por quê não tentar fazer dele algo melhor que o mundo real?
Tive que esperar uns dias para escrever isso aqui, pois no impulso eu sempre sou muito enfática. Mas, depois de 6 dias do primeiro dia do encontro com amigos virtuais (foram 3 dias), acho que já dá prá falar com alguma distância.
Foram reuniões deliciosas, onde fizemos de tudo para consertar o mundo....
Mas nada supera a delícia do encontro, da descoberta do olhar por trás do avatar, da voz que ganha vida a partir daí, dos gestos e especialmente do respeito e da certeza que a todos resta o desejo de ser apresentado a pessoas. E olha que estou falando de uma turma de "adversários" de gente com pensamento diferente. Mas seres humanos apaixonantes!
Três deles eu já conhecia pessoalmente. Os outros não. Mas conhecê-los reforçou minha certeza de que não me importo nem um pouco com o que as pessoas dizem que deveríamos ser ou fazer. Cada um de nós tem posturas diante da vida. A minha é gostar de gente. De todo tipo de gente. Raras vezes desisti de alguem. Se elas tem ideologias ou atitudes diferentes das minhas, busco outras qualidades, outros atrativos e claro, se os respeito espero ser respeitada. O que resta é alegria, boa companhia e reflexões, muitas reflexões.
Gente, acreditem: é possível fazer amigos nas redes.
Obrigada meninos!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Pinheirinho e Cracolândia
Como sou funcionária pública do município de SP, portanto pobre, fiquei dias sem net por falta de pagamento mesmo.
Assim, não pude fazer comentários sobre os fatos recentes q aconteceram no Estado.
Na verdade, nem tive vontade. As pessoas pareciam alucinadas, opiniões sem fundamento no conhecimento dos fatos ou das circunstâncias, baseadas apenas em uma primeira batalha pré eleitoral, onde uns criticam outros como sempre, tentando derrubar os oponentes.
Pena. Mais uma amostra da barbárie em que se transformou nossa "civilização". Opta sempre pelo negativo, pela agressão.
Seria muito mais adequado que a batalha eleitoral fosse travada com a apresentação das ações bem sucedidas, dos méritos de cada um.
Amigos queridos do tt, falaram por dias de forma contundente contra as ações da polícia e do governo nas duas ações . Tudo bem. Em democracias entende-se a liberdade de expressão.
Assim como não os retruquei de forma agressiva, espero q considerem minha visão dos fatos.
Deixo claro que falo de alguns deles, ligados a ideologias ou partidos opostos ao dos atuais governantes de SP, pessoas que considero brilhantes, inteligentes e tenazes embora pensem diferente de mim em muitas coisas. Aqueles outros totalmente no sense que esbravejaram por aí, deixo como estão.
Vamos lá, embora este post seja longo, portanto poucos vão ler, afinal, não estamos em um país de leitores.
Alguem aí já participou de uma reintegração de posse??
Eu, infelizmente, por obrigação de trabalho, já. De algumas.
É sempre uma situação de extrema tensão, seguida por dias de uma dorzinha que fica no coração e uma revolta complexa ao menos para aqueles que sabem que por trás do cumprimento da Lei, muita água suja rola em paralelo, mas o que resta aos agentes públicos?
Em geral o quadro é o seguinte: muita gente pobre, sem condições de saúde, financeira ou de educação suficiente para "dar a volta por cima" procurando alternativas de sobrevivência. Assim, para muitos dos invasores, tomar posse do bem alheio não é um crime (nem resultado de desespero), mas uma coisa neutra, natural, amorfa até. No meio deles, acabam misturando-se contraventores e criminosos em geral. Esses, normalmente tem mais "jogo de cintura", são bem mais pragmáticos, e escondem-se ali para manter suas ações ilegais e em geral, acabam se sobressaindo nesses lugares e criando domínio sobre aquelas pessoas menos estruturadas intelectual e emocionalmente. Há o terceiro tipo de pessoas, os oportunistas "políticos". Em geral, sujeitos que JAMAIS se prestariam a viver naquelas condições, mas que passam horas por ali vendendo suas ideias de revolta "contra o sistema" incitando a resistência a qualquer preço e invertendo as bases dos direitos e deveres. Ao fim do dia, saem dali e vão ao Mc Donald's, à cantina, ao cinema... com suas carteirinhas de estudante ou sei lá o que pagando meia. Só precisam fazer sua parte: criar cenários anti aquele que estiver no poder, contra a ordem.
Na cracolândia, poderíamos dizer que a situação é bem parecida. A área é pública, mas também foi invadida. A diferença fica por conta de se tratar de além de outras coisas (as mesmas) de pessoas dominadas por um vício terrível que as deixa obnubiladas.
Na invasão (q ocorreu em 2004), o terreno era de uma empresa falida e estava bloqueado pela justiça para pagamento de encargos trabalhistas e por determinação judicial, foi feita a reintegração de posse. Claro, a polícia sempre é chamada nessas ocasiões. E é regra que antes de qualquer ação, haja distribuição de informações escritas e orientações verbais. Ela esta lá para proteger a comunidade e os oficiais de justiça. Não para apanhar e ficar quieta. No caso de Pinheirinho, alem das 32 prisões por vários motivos (desordem, dano ao patrimônio, etc) foram feitas 6 prisões em flagrante, 3 de criminosos foragidos da justiça além da recuperação de veículos roubados, grande quantidade de drogas, armas de fogo e até 2 bombas de fabricação caseira. Me parece que alguns ali não estavam preparando um pic nic.
Houve confusão sobre competências entre justiça federal e estadual. Assunto que desconheço. Mas de qualquer forma, a reintegração foi dada como correta. E é.
Evidente que a maioria dos 3.000 moradores do local eram pessoas de bem. É assim no país também. Mas estavam em uma situação irregular. Claro que ninnguem gostaria de expor especialmente crianças a cenas tão terríveis. Mas é o mesmo que dizer que elas, as crianças, deverão ser poupadas em uma guerra. O que precisa acabar é a guerra! E também as ações ilegais cometidas por todos nós. Aí vão falar das ações criminosas de políticos e governos.... É uma discussão sem fim que acaba sempre na mesma coisa. Um país de ignorantes e semi analfabetos que incapazes de raciocínios mínimos e sem memória usam a única arma real que tem, o voto, de forma irresponsável e visando apenas o próprio benefício. Não vai dar certo mesmo.
Para aqueles que vão dizer que as agressões partiram da polícia, vejam as fotos a seguir::
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/pinheirinho-photo-1326476749.html
Para os que pensam que policiais "gostam" de violência, lembrem-se que muitos deles tem um tipo de vida muito parecido com o dessas pessoas da invasão, tem filhos e família e que participam de uma instituição onde ordens são cumpridas sem discussão.
O seguinte comunicado mostra isso:
http://portal.tj.sp.gov.br/Institucional/CanaisComunicacao/Noticias/Noticia.aspx?Id=12936
Não deixem de fiscalizar. Fiquem atentos sim, mas ao fato de que a Lei seja cumprida. A reintegração, por pior que nos pareça é legal. Resta agora acompanhar o restante do cumprimento da ação, que aí sim, precisa garantir a integridade daquelas pessoas com o oferecimento de condições mínimas de trabalho, moradia, alimentação até que possam conseguir alguma estrutura. Mas atentem ao fato de que nesses casos também é comum uma ideia de que o estado tem que oferecer isso de forma eterna e que não cabe ao indivíduo buscar caminhos próprios.
Em relação à Cracolândia, muitos disseram que a ação foi impensada, foi exagerada. Discordo totalmente.
A estratégia de dispersão de usuários visou quebrar os pontos de tráfico. Aqueles imóveis lacrados vem passando pelo mesmo procedimento há vários anos. Eles sempre, voltam, derrubam as barreiras e se instalam novamente. Isso tudo acontece porque a justiça e os conselhos de saúde criaram barreiras que hoje se transformaram em obstáculos intransponíveis, como a discriminalização do consumo e a impossibilidade de internação involuntária.
Também não é verdade que nada tinha sido feito antes no sentido de tentar a recuperação e reintegração daqueles viciados. Fui testemunha dos esforços apoiados por Andrea Matarazzo no sentido de se estabelecer ali, órgãos de saúde física e psicológica que lidassem com a situação da forma mais efetiva possível inclusive com técnicas de redução de danos, considerada a ideal hoje em dia em várias partes do mundo.
Eu, como muitos sabem sou mais radical. Internação para usuário e prisão para traficante.
Mas, a discussão também não acaba nisso. Há questões de fronteiras desprotegidas, facilidade de ingresso no país por qualquer via, impunidade, justiça invadida por mercenários, enfim, tá tudo errado.
E aqueles que tem em si o ímpeto da batalha pelo melhor, preferem lutar por suas próprias ambições, adotando atitudes arbitrárias como as últimas que vimos por aí, no aniversário de São Paulo por exemplo, com aquela chuva de ovos no prefeito. Ninguem odeia mais prefeitos em geral do que nós, funcionários públicos. Mas, atitudes como aquela são nada mais do que desrespeito e falta de educação. Desta vez ele conseguiu se segurar (lembram da gritaria aquela vez no posto de saúde?).
Hoje, as notas sensacionalistas visam atacar e descrever como intolerante o Secretário Andrea Matarazzo.
Não senhores, vocês estão errados. E não falo para bajular ou por que ganhe alguma coisa com isso (ao contrário de muitos dos que atacam). Falo por que conheço a postura e o pensamento do secretário. Cansei de vê-lo em atitudes de assistência a desfavorecidos, longe das câmeras e sem nenhum vínculo com suas obrigações funcionais. Presenciei suas inúmeras tentativas de soluciona assuntos que se referiam a ações de pastas alheias à sua (na época as subprefeituras) como a assistência social, a saúde e a educação especialmente dos menos favorecidos.
O que houve hoje no MAC, foi aquilo que todos sabemos. Bando de gente ligada a opositores ao governo do Estado fazendo arruaça e ainda por cima cobrando do secretario de cultura (!) os fatos de SJCampos.
E isso não sem antes, atacar com empurrões, tapas e ovos o secretário, sua esposa e os que o acompanhavam.
Um dedo em riste e provavelmente alguns gritos é pouco.
E não aconteceram à toa. Imagino o que foi necessário para descontrolar alguem tão gentil e educado que até na cobrança dos trabalhos pelos quais se responsabiliza prima pela firmeza, com elegância.
Assim, não pude fazer comentários sobre os fatos recentes q aconteceram no Estado.
Na verdade, nem tive vontade. As pessoas pareciam alucinadas, opiniões sem fundamento no conhecimento dos fatos ou das circunstâncias, baseadas apenas em uma primeira batalha pré eleitoral, onde uns criticam outros como sempre, tentando derrubar os oponentes.
Pena. Mais uma amostra da barbárie em que se transformou nossa "civilização". Opta sempre pelo negativo, pela agressão.
Seria muito mais adequado que a batalha eleitoral fosse travada com a apresentação das ações bem sucedidas, dos méritos de cada um.
Amigos queridos do tt, falaram por dias de forma contundente contra as ações da polícia e do governo nas duas ações . Tudo bem. Em democracias entende-se a liberdade de expressão.
Assim como não os retruquei de forma agressiva, espero q considerem minha visão dos fatos.
Deixo claro que falo de alguns deles, ligados a ideologias ou partidos opostos ao dos atuais governantes de SP, pessoas que considero brilhantes, inteligentes e tenazes embora pensem diferente de mim em muitas coisas. Aqueles outros totalmente no sense que esbravejaram por aí, deixo como estão.
Vamos lá, embora este post seja longo, portanto poucos vão ler, afinal, não estamos em um país de leitores.
Alguem aí já participou de uma reintegração de posse??
Eu, infelizmente, por obrigação de trabalho, já. De algumas.
É sempre uma situação de extrema tensão, seguida por dias de uma dorzinha que fica no coração e uma revolta complexa ao menos para aqueles que sabem que por trás do cumprimento da Lei, muita água suja rola em paralelo, mas o que resta aos agentes públicos?
Em geral o quadro é o seguinte: muita gente pobre, sem condições de saúde, financeira ou de educação suficiente para "dar a volta por cima" procurando alternativas de sobrevivência. Assim, para muitos dos invasores, tomar posse do bem alheio não é um crime (nem resultado de desespero), mas uma coisa neutra, natural, amorfa até. No meio deles, acabam misturando-se contraventores e criminosos em geral. Esses, normalmente tem mais "jogo de cintura", são bem mais pragmáticos, e escondem-se ali para manter suas ações ilegais e em geral, acabam se sobressaindo nesses lugares e criando domínio sobre aquelas pessoas menos estruturadas intelectual e emocionalmente. Há o terceiro tipo de pessoas, os oportunistas "políticos". Em geral, sujeitos que JAMAIS se prestariam a viver naquelas condições, mas que passam horas por ali vendendo suas ideias de revolta "contra o sistema" incitando a resistência a qualquer preço e invertendo as bases dos direitos e deveres. Ao fim do dia, saem dali e vão ao Mc Donald's, à cantina, ao cinema... com suas carteirinhas de estudante ou sei lá o que pagando meia. Só precisam fazer sua parte: criar cenários anti aquele que estiver no poder, contra a ordem.
Na cracolândia, poderíamos dizer que a situação é bem parecida. A área é pública, mas também foi invadida. A diferença fica por conta de se tratar de além de outras coisas (as mesmas) de pessoas dominadas por um vício terrível que as deixa obnubiladas.
Na invasão (q ocorreu em 2004), o terreno era de uma empresa falida e estava bloqueado pela justiça para pagamento de encargos trabalhistas e por determinação judicial, foi feita a reintegração de posse. Claro, a polícia sempre é chamada nessas ocasiões. E é regra que antes de qualquer ação, haja distribuição de informações escritas e orientações verbais. Ela esta lá para proteger a comunidade e os oficiais de justiça. Não para apanhar e ficar quieta. No caso de Pinheirinho, alem das 32 prisões por vários motivos (desordem, dano ao patrimônio, etc) foram feitas 6 prisões em flagrante, 3 de criminosos foragidos da justiça além da recuperação de veículos roubados, grande quantidade de drogas, armas de fogo e até 2 bombas de fabricação caseira. Me parece que alguns ali não estavam preparando um pic nic.
Houve confusão sobre competências entre justiça federal e estadual. Assunto que desconheço. Mas de qualquer forma, a reintegração foi dada como correta. E é.
Evidente que a maioria dos 3.000 moradores do local eram pessoas de bem. É assim no país também. Mas estavam em uma situação irregular. Claro que ninnguem gostaria de expor especialmente crianças a cenas tão terríveis. Mas é o mesmo que dizer que elas, as crianças, deverão ser poupadas em uma guerra. O que precisa acabar é a guerra! E também as ações ilegais cometidas por todos nós. Aí vão falar das ações criminosas de políticos e governos.... É uma discussão sem fim que acaba sempre na mesma coisa. Um país de ignorantes e semi analfabetos que incapazes de raciocínios mínimos e sem memória usam a única arma real que tem, o voto, de forma irresponsável e visando apenas o próprio benefício. Não vai dar certo mesmo.
Para aqueles que vão dizer que as agressões partiram da polícia, vejam as fotos a seguir::
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/pinheirinho-photo-1326476749.html
Para os que pensam que policiais "gostam" de violência, lembrem-se que muitos deles tem um tipo de vida muito parecido com o dessas pessoas da invasão, tem filhos e família e que participam de uma instituição onde ordens são cumpridas sem discussão.
O seguinte comunicado mostra isso:
http://portal.tj.sp.gov.br/Institucional/CanaisComunicacao/Noticias/Noticia.aspx?Id=12936
Não deixem de fiscalizar. Fiquem atentos sim, mas ao fato de que a Lei seja cumprida. A reintegração, por pior que nos pareça é legal. Resta agora acompanhar o restante do cumprimento da ação, que aí sim, precisa garantir a integridade daquelas pessoas com o oferecimento de condições mínimas de trabalho, moradia, alimentação até que possam conseguir alguma estrutura. Mas atentem ao fato de que nesses casos também é comum uma ideia de que o estado tem que oferecer isso de forma eterna e que não cabe ao indivíduo buscar caminhos próprios.
Em relação à Cracolândia, muitos disseram que a ação foi impensada, foi exagerada. Discordo totalmente.
A estratégia de dispersão de usuários visou quebrar os pontos de tráfico. Aqueles imóveis lacrados vem passando pelo mesmo procedimento há vários anos. Eles sempre, voltam, derrubam as barreiras e se instalam novamente. Isso tudo acontece porque a justiça e os conselhos de saúde criaram barreiras que hoje se transformaram em obstáculos intransponíveis, como a discriminalização do consumo e a impossibilidade de internação involuntária.
Também não é verdade que nada tinha sido feito antes no sentido de tentar a recuperação e reintegração daqueles viciados. Fui testemunha dos esforços apoiados por Andrea Matarazzo no sentido de se estabelecer ali, órgãos de saúde física e psicológica que lidassem com a situação da forma mais efetiva possível inclusive com técnicas de redução de danos, considerada a ideal hoje em dia em várias partes do mundo.
Eu, como muitos sabem sou mais radical. Internação para usuário e prisão para traficante.
Mas, a discussão também não acaba nisso. Há questões de fronteiras desprotegidas, facilidade de ingresso no país por qualquer via, impunidade, justiça invadida por mercenários, enfim, tá tudo errado.
E aqueles que tem em si o ímpeto da batalha pelo melhor, preferem lutar por suas próprias ambições, adotando atitudes arbitrárias como as últimas que vimos por aí, no aniversário de São Paulo por exemplo, com aquela chuva de ovos no prefeito. Ninguem odeia mais prefeitos em geral do que nós, funcionários públicos. Mas, atitudes como aquela são nada mais do que desrespeito e falta de educação. Desta vez ele conseguiu se segurar (lembram da gritaria aquela vez no posto de saúde?).
Hoje, as notas sensacionalistas visam atacar e descrever como intolerante o Secretário Andrea Matarazzo.
Não senhores, vocês estão errados. E não falo para bajular ou por que ganhe alguma coisa com isso (ao contrário de muitos dos que atacam). Falo por que conheço a postura e o pensamento do secretário. Cansei de vê-lo em atitudes de assistência a desfavorecidos, longe das câmeras e sem nenhum vínculo com suas obrigações funcionais. Presenciei suas inúmeras tentativas de soluciona assuntos que se referiam a ações de pastas alheias à sua (na época as subprefeituras) como a assistência social, a saúde e a educação especialmente dos menos favorecidos.
O que houve hoje no MAC, foi aquilo que todos sabemos. Bando de gente ligada a opositores ao governo do Estado fazendo arruaça e ainda por cima cobrando do secretario de cultura (!) os fatos de SJCampos.
E isso não sem antes, atacar com empurrões, tapas e ovos o secretário, sua esposa e os que o acompanhavam.
Um dedo em riste e provavelmente alguns gritos é pouco.
E não aconteceram à toa. Imagino o que foi necessário para descontrolar alguem tão gentil e educado que até na cobrança dos trabalhos pelos quais se responsabiliza prima pela firmeza, com elegância.
Lamento pessoas, mas Andrea Matarazzo é o que os que o acompanham profissionalmente vivenciam, não o que alguns querem vender.
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