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domingo, 24 de fevereiro de 2013

E o Oscar vai para?




Amanhã, 24.02.13 acontece a 85ª cerimônia do Oscar

Há anos o prêmio deixou de ser visto pela maioria como deveria ser. O resultado de um trabalho.

A maioria fica atenta ao desfile de beldades e dos figurinos das atrizes e convidados.

Neste ano, consegui assistir à maioria dos indicados ao melhor filme como não fazia há muitos anos.

Ficaram de fora da minha lista: Indomável Sonhadora, O Lado Bom da Vida e infelizmente o polêmico A Hora mais Escura.

Falar sobre filmes para mim é um prazer. Não tenho conhecimento técnico mas minha paixão por eles não me permite ficar quieta diante da maior premiação.

Neste ano o Brasil ficou fora da concorrência e não foi por menos. O Palhaço é péssimo! O único prazer que o filme nos dá é a participação de Paulo José. O filme é lento sem atrativos para o público e muito menos para a academia.  Uma pena.

Sobre os filmes que vi, nem sei por onde começar....

Vou começar então por "Amor" produção franco austríaca de Michael Haneke que concorre como melhor filme estrangeiro, melhor filme, roteiro, diretor e atriz (Emmanuelle  Riva). 


O filme é denso, a direção cáustica e os atores magníficos (Emmanuelle e Jean-Louis Trintignat).

A estória é aquela de uma grande parte de nós. Quer dizer, o fim dela, aquele que costumamos querer ignorar, a decrepitude, suas consequências sobre os que nos cercam, nossa solidão, a morte, nossa impotência.

O filme, embora meio deprimente é excelente, assim como seus atores. Além disso, para os mais velhos, é sempre bom voltar a ouvir um bom francês!

Provavelmente leva algumas estatuetas. Mas, cá entre nós, não "é um Oscar", é um Palma de Ouro (que já levou!).


Agora vamos a Django Livre


O filme é muito bom. Uma brincadeira de Tarantino! Acredito que agrade aos mais jovens, mas especialmente aos maiores de 40 que acompanharam os western spaghetti dos 60, 70.
A estória do caçador de recompensas e do escravo em busca da liberdade e do reencontro com a esposa é cheia de aventura, cenários e figurinos excelentes.
Os atores são sensacionais. Jamie Foxx, Christoph Waltz formaram uma dupla perfeita e Leonardo Di Caprio mostra maturidade em uma interpretação segura. 


Embora o filme vá levantar críticas sobre o excesso de violência apresentado, temos que considerar que só nos dá a realidade de um tempo onde não havia muito mais a se mostrar.

Mas, para mim, sem dúvida alguma a melhor coisa do filme é a participação relâmpago de Franco Nero, ator italiano herói em tantos westerns que fez Django em 66. 
Resta elogiar a atuação de Samel L. Jackson como o mordomo tenebroso!!






Lincoln




Falar sobre um dos mais importantes presidente dos EUA e sobre a luta pela abolição da escravatura, nos devolve um tema meio desgastado e esquecido, afinal, Obama está lá para constatarmos que os tempos são outros, como sempre deveria ter sido.

O filme é muito bem dirigido, figurino, fotografia, tudo perfeito. Só achei meio longo, cansativo.
Por outro lado, me fez reafirmar minha admiração por Daniel-Day Lewis no papel título e o prazer de ter Sally Field  e Tommy Lee Jones como coadjuvantes em interpretações brilhantes.



Spielberg que nos deu tantas grandes produções cheias de efeitos especiais e grandes paisagens, desta vez mostrou uma estória intimista cheia de diálogos e debates ideológicos.

O filme fez muito sucesso nos EUA e deve levar muitos prêmios.

Os Miseráveis:



Passei anos da minha vida sonhando em is à Brodway assistir a uma bela montagem de Les Miserables, embora eu não goste muito de musicais.
Claro que teatro e cinema são incomparáveis, mas já que não fui à NY, a estréia do filme me atraiu imensamente.
Imagens perfeitos, figurinos incríveis e a surpresa da vez: atores-cantores!

O desempenho de Anne Hathaway deve render-lhe o prêmio de melhor atriz. É merecido, me surpreendeu.



Hug Jackman também atua brilhantemente ao lado de Russel Crowe numa perseguição implaacável.







O tema tão conhecido e incansavelmente debatido em tantos livros, filmes e peças, sempre será atual. A aula de história também é muito boa, mas o filme é muito cansativo. Acredito que funcione mais no teatro.
Porém a produção merece prêmios. A questão é que há tempos não dá pra saber o que se passa na cabeça dos votantes...

As Aventuras de Pi



E eu que havia "pedido permissão" aos meus seguidores no Twitter para não assistir ao filme?

É que não gosto de filmes de aventura, por isso, ia cometer uma grande bobagem!
O filme é imperdível!

Me  apaixonei  por Ang Lee definitivamente desde Broke Back Mountain, sorry,  a mais bela história de amor que o cinema já contou.

As aventuras de Pi é uma estória fascinante sobre a fé  contrapostas à realidade.

Uma narrativa lindíssima sobre os caminhos do crescimento de um garoto indiano( Suray Sharm e Irfan Khan) entre as visões diferentes de seus pais sobre a vida.




Não há o que discutir sobre a beleza das imagens
é tudo bonito demais, fascinante mesmo.





Lee é sempre detalhista e não foi diferente desta vez. 
Como também nos leva sempre a um mergulho profundo sobre nossos sentimentos e nossas certezas.
Desta vez, a nossa atenção se volta para o sentido da vida, sobre o quanto tudo a nossa volta é ou não reflexo de nós mesmos.


De brinde, para quem preferir assistir ao filme como distração, ganhamos um companheiro à altura do Wilson de O Náufrago. Desta vez, com nome e sobrenome: Richard Parker, o tigre. 




Não perca o filme. Vai ganhar vários prêmios merecidíssmos.


Argo


Senhores leitores, descrevi brevemente todas as maravilhas dos outros filmes. Porém, tenho que dizer que o "meu" Oscar vai para Argo!

O filme produzido, dirigido e protagonizado por Ben Affleck é uma delícia. Nos coloca em uma volta ao passado, àqueles filmes dos anos 70 que nos deixavam de respiração suspensa, olhos atentos para não perder nenhum detalhe da trama .

É uma grande sacanagem que Affleck não tenha sido indicado para o prêmio de melhor diretor.

O que mais me atraiu foi o fato de ser uma história real com personagens ainda vivos. O filme conta a história do resgate de funcionários da Embaixada Americana em Teerã em 79. O que surpreende, indigna, incomoda, é constatar que por mais que racionalmente saibamos que nem tudo que nos contam através da mídia é real, nossa "esperteza", nossa clareza de raciocínio sempre poderá ser obnubilada pela astúcia da imprensa e dos jogos dos governos mundo a fora. 



Recomendo o filme 100% especialmente para aqueles que estavam lá, em 79, na frente da TV ou lendo os jornais sobre os fatos ocorridos no Irã. Pensem: do que mais só saberemos depois de muito tempo?

E o Oscar vai para quem mesmo? Nem Deus (Alá, Shiva, Buda, Jesus) sabe, né Pi?











5 comentários:

  1. Olá, Patricia, obrigado pelo Link ao seu blog. Comentando: Eu aposto no Lincoln como melhor Filme e acredito que o Daniel Day Lewis - ator este que acompanho desde o também ótimo "Meu Pé Esquerdo" - deve ganhar a estatueta. A Academia costuma ser conservadora na decisão, mas.....vamos ver que bicho dá. Vou seguir seu blog. Um abraço pra você!

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    1. Agradeço seu comentário! E sin... Lewis é fantástico!!

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  2. Eu também torço por Argo. Mas para filmes estrangeiros eu gostaria que o chileno NO, ganhasse. Filmaço sobre o plebiscito que tirou Pinochet do poder. E ainda tem o fofo do Gael Garcia Bernal...

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  3. Oi, Patricia, boa noite! Muito grata pelos conhecimentos que você nos proporcionou através dessa postagem. Abraços!

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