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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Impeachment? Não! Apocalipse Now!




Nem Deus sabe exatamente o que foi que fez o presidente da Câmara aceitar o pedido de impeachment, e mesmo que soubesse, Deus não deve ser adepto da delação premiada, esse troço esquisito, uma oficialização da deduragem.

E eu que jamais imaginei que um dia poderia dizer algo a favor de Dilma, sou obrigada a admitir que dá pena.

Acho que quando aceitou entrar nessa história toda não lembrou das técnicas usadas no meio, e fizeram dela a laranja mais visível do pomar.

Fico pensando sobre o que será que passa pela cabeça de Collor nesta hora...

Pior é ver o mercado imediatamente reagindo de forma positiva. Dólar caindo, bolsa subindo, como se esse frágil e fictício sinal de ajustes políticos fossem indícios claros de recuperação ética, moral e econômica.

Tudo conversa para anestesiar boi. Sim, porque não querem que durmam, precisam ir para a rua, fazer barulho, mugir sobre o que ordenarem ou induzirem.

Será que vocês imaginam  quanto tempo eles ganham com isso? A coisa vai se arrastar por meses a não ser que por um milagre qualquer abram mão das férias de final de ano. 

E se o milagre acontecer, Temer é o novo presidente? E? Muda o que? Melhora o quê?

Ah tá! Vocês vão dizer que melhora a economia, a confiança no país e etc. Sinal claro de que o mundo inteiro é formado por um bando de gente cínica. Ou retardada.

Não vejo saída que não passe por uma renovação de 100% dos políticos brasileiros. 


Só que sei que isso é impossível.

Com tanta coisa esquisita acontecendo como os terroristas na França, os atiradores americanos, o Aeds, a lama de Mariana, a microcefalia, enfim a zica toda, fico pensando se as escrituras não estavam certas e estejamos às portas do Apocalipse.

E cá entre nós, me parece a melhor solução. Ao menos no Brasil.

Porque não adianta. Se houvesse um caminho legal para uma nova eleição, votaríamos em quem?
os candidatos são os mesmos há décadas! Se os patriarcas (ou deveria dizer coronéis) morreram, deixaram herdeiros...



Os que não são descendentes de políticos tiveram todo tipo de motivo para tentarem cargos eletivos.

 E salvo raríssimos casos entre eles não está uma mudança realmente positiva para o país.

Somos uma nação enorme e complexa, mas nada justifica que nossos problemas sejam eternos.

A seca do Nordeste está lá desde sempre.As enchentes e deslizamentos de terra estão por toda a parte.

 A saúde piora a cada dia, a segurança é zero e o emprego, retirada a maquiagem é o que vocês estão vendo por aí.

Realmente não é bom nos entregarmos ao desespero e buscarmos novas soluções de sobrevivência, mas apostar na capacidade de resiliência do brasileiro não resolve nosso problema, resolve apenas os individuais.

De educação não falo mais. Não adianta. As pessoas fingem que se preocupam. Até agora, depois de mais de uma semana de invasões nas escolas paulistas, não vi uma entrevista que esclareça se os invasores (os estudantes não os paus mandados de organizações de baderneiros infiltrados) sabem o que ou por que estão lá.

Não vejo ninguém falar sobre as consequências em um futuro imediato da epidemia de microcefalia.
Quem vai cuidar dessas crianças? O SUS? tadinhas....

E os moradores de rua? São Paulo tem mais gente nas ruas do que nas casas.... um horror!

Por isso, não fico animada com o tal do impeachment. 

Precisamos sim de uma reforma política e social radical. E não vejo como ela pode acontecer nos próximos, 20, 30 anos.

Acho que vou começar a torcer pela veracidade das escrituras e pedir um apocalipse now!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estamos na Ordem

Nossa bandeira diz: Ordem e Progresso.



Não quero aqui discutir a segunda parte, o progresso, porque embora ele venha acontecendo está muito aquém de nosso potencial.

Neste momento estamos na Ordem ou ao menos em busca dela.

Insisto em tudo o que disse no post anterior, só acrescento que pelo o que li nas últimas horas, um referendo é o caminho mais adequado para buscarmos nossos ideais.

Digo isso porque segundo entendi, o referendo apresentaria à população projetos completos para serem ou não aprovados por ela, diferente do plebiscito onde definiríamos metas que seriam organizadas e normatizadas "por eles", um perigo danado!

Insisto também, que seria ideal uma enquete nas redes com o mesmo fervor das convocações para as manifestações, para que tivéssemos clareza sobre os pontos mais importantes a serem reinvindicados, quais nossas maiores preocupações.



Claro que não vamos conseguir resolver tudo de uma vez, mas ficou muito claro o quanto as mobilizações mexeram com os governantes e o quanto eles desconhecem do próprio oficio, na medida que decisões foram tomadas e abandonadas em intervalos de poucas horas.

Também ficou claro que quando querem ou são empurrados) eles fazem tudo muito rápido e sem burocracias como na votação da PEC 37.

Mas temos que ficar alertas!

É muito pouco.

Nossos maiores e mais antigos problemas continuam aí.

Parar agora é loucura. Se pararmos, eles voltam ao normal. Em breve, não pensarão em mais nada além da campanha eleitoral que já bate à nossa porta. Portanto, cuidado também com os interesses eleitoreiros.

Este é um daqeles momentos em que seria preciso que a população compreendesse que funcionários públicos (os que executam os planos) são mais importantes que os políticos. Que os políticos deveriam ser NOSSOS porta vozes para levar até os servidores o roteiro a seguir ao invés de criar obstáculos na maioria das vezes por interesses pessoais.

Existem orgãos publicos e pessoas responsáveis por cada uma de nossas necessidades.

Vamos definir todas elas e exigir que cada grupo de responsáveis trabalhem transparentemente sobre elas.

E pelo amor! Vamos acompanhar de perto!!!!

Não podemos perder este momento da história , o primeiro em muitos anos a mostrar uma lamparinazinha no fim do túnel e acesa por nós, à revelia da maioria deles...   


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pare Agora!

É hora de parar!



Não, não estou dizendo para parar com as manifestações, ao contrário. O país viu que funciona, viu também que nossos governantes não estavam preparados para elas.

Falta ainda que  uma boa parcela da população se junte aos manifestantes, justamente aqueles que por ignorância, temem usar seu direito de protestar e desconhecem que em uma democracia o povo deve mandar, o povo deve dizer o que e como quer. Mas eles chegam lá, especialmente se conseguirem evitar os atos descabidos dos vândalos.

O que estou dizendo é que é hora de parar para fazer aquilo que nossos governantes nunca fizeram ou fizeram mal: planejar, planejar de forma estratégica para definirmos quais são nossas prioridades, o que queremos e em que ordem! E ir para as ruas até que todas elas sejam atendidas.



Acredito até que os fatos da semana sejam um prenúncio do fim dos partidos que estão aí e de alguns políticos que insistentemente vem se mantendo no poder sem nada fazer por nós.

Talvez seja finalmente o início da real democracia.

Não deixemos que ninguém fique alheio ao fato de que fomos nós que os elegemos, mas para cuidar do que é de todos não para cuidarem do que é deles.

Será muito difícil definir prioridades porque demoramos demais para acordar e mostrar que não somos idiotas, mas é possível. 

Nossos jovens tem meios para dirigir isso hoje em dia.

Acho importante ainda que as manifestações continuem nas mãos do povo, sem referências a partidos ou a políticos.
Eles não estão impedidos de participar, mas como gente comum, trabalhadores, pagos pelo povo.

E muito cuidado! eles vão infiltrar gente nos movimentos para tentar manipula-lo.



Minha sugestão é uma espécie de plebiscito pelas redes sociais! Uma pesquisa com as pautas mais importantes que seriam elencadas em um ranking que ponto a ponto fosse reivindicado.

Sugestão de pautas?

Vou dar minha opinião, mas digo desde já o que muitos já sabem, minha preferência é sempre pela educação que leva aos meios para buscar melhores meios para chegar a todo o resto.

Pautas de revindicação:

1- Melhoria do ensino  :
- que história é essa de alfabetização no 3º ano? alfabetização é no 1º! 
 -exame de avaliação de professores nacional com posterior trabalho de "conserto"                das falhas encontradas. 
- Escola pública em tempo integral de excelente qualidade.
- Universidades públicas para quem não pode pagar e não o contrário..
- Diretores para dirigir, pedagogos para pensar ensino, professores para ensinar.

2 - Saúde:
- mais hospitais, melhores faculdades de medicina, controle do serviço prestado pela saúde privada, acesso facilitado a exames e medicamentos, tratamento humanizado.
- Saúde pública como prioridade em TODO o país.

3 - Segurança: Começando pelo controle das fronteiras tentar diminuir a entrada de drogas no país, leis mais severas, revisão URGENTÍSSIMA do Código Penal. Polícias mais bem treinadas e equipadas, mais atenção às forças armadas.

4 - Cidades:
- Um grande esforço nacional para pensar as cidades do ponto de vista urbanístico, do uso e ocupação do solo, visando bem estar da população e funcionalidade.

5- Constituição Federal:
- a nossa, virou uma colcha de retalhas, está ultrapassada, precisamos de uma nova mais objetiva, mais enxuta.

6- Mudança do sistema eleitoral 

7 - Mudanças no sistema tributário.

8 Que tal começarem por providências IMEDIATAS quanto às secas do N Ne? Meios existem, qualquer profissional de engenharia ou agronomia, geógrafos e outros tem conhecimento delas...

Mas é preciso saber que nada disso vai resolver de forma isolada. 

É indispensável que nos deem total transparência sobre os gastos públicos, de forma clara, para que todos saibam exatamente onde nosso dinheiro está sendo usado.

Gostaria muito que começassem com os gastos com as copas das confederações e a mundial. Quanto foi previsto? Quanto foi realmente gasto? Qual o lucro dos envolvidos? Pra que servirão as estruturas criadas depois?

Portanto, os meios de controle dos gastos públicos devem ser aperfeiçoados.    

Tem muito mais, estrutura aeroportuária, hidrovias e ferrovias, moradia, reforma agrária, incentivos agrícolas...

Por isso, é preciso sentar, consultar a população (as redes sociais podem ajudar muito) e decidirmos o que queremos.



Então, Pare Agora!